Aos 29 anos, Pedro Peres esperava dar o salto decisivo na sua carreira e passar para o patamar seguinte, o Campeonato Portugal de Ralis. “Infelizmente, isso nunca passou de um sonho”, recorda o piloto portuense. “O orçamento de um ano no Open é menos de metade de um CPR com um Grupo N competitivo. E numa altura como esta, não vejo como esse objectivo se concretize, mesmo num futuro próximo.”
Aliás, o bicampeão do Open duas reuniões com patrocinadores esta semana, não sendo garantido que tenha condições para completar a época. “Neste momento só continuo a correr devido à estrutura da Peres Competições”. Caso garanta os apoios que faltam, o piloto do Ford Escort Cosworth será novamente o principal candidato ao título: “Tenho pena que os Saxo Kit-Car não continuem, são carros que podem discutir vitórias comigo nas provas de asfalto. Para um piloto não há nada melhor que decidir os ralis no último troço e espero que isso volte a acontecer este ano. Mas também tenho a noção que o meu carro é superior ao do João Ruivo ou do Luís Mota, mas a entrada de pilotos como o Ricardo Costa devem aumentar a concorrência e isso é bom para o campeonato.”
Em Fafe, Peres estará ao volante do Escort Cosworth com que Ferreira da Silva foi oito vezes campeão nacional de Montanha, além dos títulos nacionais de ralis com Fernando Peres. “Em termos mecânicos o carro é muito parecido com o meu, só tem uma carroçaria contruída na M-Sport. No final da época passada optámos por desmontar o meu Escort e voltar a reconstruí-lo pois é um carro que já tem muitos quilómetros de competição. Espero voltar a guiá-lo na segunda ou terceira prova”, refere Peres.












