Francisco Nascimento e o seu navegador, José Carlos Rodrigues puderam comprovar no Rali Casinos do Algarve a fabulosa construção de hoje dos carros de ralis. Na primeira prova especial do rali algarvio a dupla sofreu uma aparatosa saída de estrada, caindo por uma ravina com cerca de 60 metros de altura. Para que se perceba, caíram mais ou menos o mesmo que Jari-Matti Latvala no Rali de Portugal de 2009 no troço do Malhão, mas com a agravante de, enquanto a dupla finlandesa deu 23 cambalhotas, Francisco Nascimento e José Carlos Rodrigues, voaram e bateram ‘apenas’ três vezes com o Peugeot 208 R2, que ficou totalmente destruído.
O carro bateu três vezes, de frente, traseira e depois cai no buraco onde bate novamente de traseira. Pelo que se vê na imagem, os danos no carro da Inside Motor comprovam claramente a eficácia das células de segurança nos carros de ralis modernos. Piloto e navegador foram ao hospital apenas para observação, donde saíram algumas horas depois e isso é o melhor ‘elogio’ que se pode fazer a estes carros de ralis. Só com um carro de ralis muito bem construído e com um roll bar à prova de ‘bala’ foi possível que os dois ocupantes do Peugeot 208 R2 não tivessem sofrido ferimentos graves no acidente. As imagens do Peugeot 208 R2 no buraco da especial de S. Brás de Alportel são aterradoras.
Os meios de segurança foram acionados logo após o acidente, porque este se deu mesmo em frente a um ‘inter’, pois se fosse noutro local da especial, só mais tarde se teria notado que faltava um concorrente, pois era quase impossível vê-lo da estrada. Felizmente nada de grave se passou, e, mais uma vez… que estupendos carros de ralis se constroem hoje em dia.
De resto, a operação de resgate do Peugeot foi bem mais complicada e, segundo Victor Calisto, responsável da equipa, “tivemos de chamar uma grua e só às três da manhã conseguimos retirar o carro de lá. Foi muito complicado”. Contudo, para o piloto e diretor da Inside Motor a organização da prova não esteve bem: “Limitaram-se a passar por nós e a puxar o nosso carro para a berma de forma a que os restantes concorrentes pudessem fazer a segunda passagem por São Brás. Depois deixaram-nos ali, numa zona de fraca rede de telemóvel, sem se preocuparem com mais nada. É lamentável”, acrescentou Vítor Calisto.









