As corridas de automóveis são mesmo assim, nunca há vencedores antecipados, nem mesmo quando se lidera uma prova perto do fim com grande avanço. A prová-lo está Elisabete Jacinto, que depois de liderar o Rallye Aïcha des Gazelles vários dias, terminou no 11º lugar final, depois de ter tido problemas mecânicos na Volkswagen Amarok, perto do final da prova.
A dureza do percurso, que se realizou maioritariamente sobre dunas, foi fatal para muitas equipas inclusive para Elisabete Jacinto e Valérie Dot que, ao serem surpreendidas por um problema no cárter do motor, concluíram a prova na 11ª posição. A jornada maratona no Erg Cheggaga mostrou-se complicada para as primeiras classificadas. Ambas sofreram contratempos mecânicos que goraram as suas expectativas de vitória. A francesa Carole Montillet, que seguia em segundo lugar, acabou mesmo por desistir de concretizar a etapa até ao fim e, por conseguinte, não terminou a competição.
Elisabete Jacinto, apesar do revés, mostrou-se satisfeita com o trabalho realizado ao longo de toda a competição: “o Rallye Aicha des Gazelles correu bem e dentro dos meus objetivos. A poucos quilómetros do fim um vulgar incidente mecânico tirou-nos a vitória. Perder assim é frustrante, principalmente por termos estado em primeiro lugar desde o início desta longa e desgastante prova. Gostaria de deixar um agradecimento à Volkswagen Véhicules Utilitaires e o reconhecimento à Valérie Dot por uma boa navegação e camaradagem” referiu a piloto no final da competição.
O Rallye Aïcha des Gazelles terminou mais uma edição. O maior rali de navegação do mundo e 100% feminino regressa para o ano a Marrocos para mais uma aventura.












