Olivier Quesnel assumiu a responsabilidade da Citroën World Rally Team, em 2008 e cedo ficou horrorizado com as tácticas postas em campo no WRC pela Ford. Mas ele depressa acabou por ver a realidade e agora faz o mesmo! A alternativa seria perder ralis. As possibilidades de ‘manipulação’ de resultados é um negócio ‘manhoso’, por isso é importante esconder a forma como tudo se passa.
Veja-se o caso de Conrad Rautenbach quando se retirou de prova no final da assistência no Rali da Noruega, todos acreditaram que era para evitar ser penalizado, e assim poder ter um motor novo antes do próximo rali. O motor do seu Citroen estava aparentemente danificado. Quando Rautenbach abandonou no final da assistência, na Sardenha, foi-nos dito, houve uma misteriosa falha eléctrica. Quando Novikov parou oito minutos na derradeira especial, na Grécia, foi-nos dito que houve outra falha eléctrica. Acha que foi verdade, ou tácticas? Em ambos os casos, na Sardenha e na Grécia, um piloto beneficiou desses abandonos, Dani Sordo.
Na Polónia as coisas foram ainda mais longe. A três troços do final do rali, Ogier parou com “perda de potência devido a um problema com o turbo”. Ficou fora de prova. No mesmo local, Novikov admitiu que lhe foi dito para parar dois minutos antes de continuar. E no troço seguinte, Rautenbach parou na especial cerca de 13 minutos antes de prosseguir. Como resultado dessas maquinações, Loeb terminou com dois pontos em vez de zero, e a Citroen Total ganhou quatro pontos extra.
Tudo isto é habitual nos ralis, mas o que é preocupante é que, no caso de Rautenbach e Novikov, estes correram por outra equipa (Citroen Junior Team), e foram condenadas a sacrificar as suas possibilidades para ajudar a equipa Citroen Total. Um alto responsável disse-nos que este era um problema complicado para a FIA resolver. Talvez estas tácticas seja moralmente e mesmo desportivamente erradas -, mas nada pode ser feito a menos que haja provas que alguma equipa actuou mal e isso nunca irá acontecer.
Martin Holmes











