Uma das grandes ausências deste ano no calendário do WTCR é Vila Real. A pandemia não permite ainda que a festa transmontana aconteça o que deixa Tiago Monteiro duplamente triste, apesar da consolação de poder continuar a correr “em casa”:
“Para mim correr em casa é o mais importante sem dúvida, agora Vila Real é Vila Real. A euforia e a paixão que se vive lá é especial. Sou muito bem recebido lá, tal como sempre fui no Estoril e em Portimão, mas a paixão e a festa fazem de Vila Real uma corrida diferente. A grande questão é que tanto eu como a Honda nos damos muito bem nos circuitos citadinos. Nos citadinos consigo estar sempre na luta pela vitória e também o nosso carro funciona muito bem nesse tipo de pista, quando o piso é irregular, quando é preciso atacar mais os corretores. Isso dá-me uma certa confiança e sinto-me bem, o que me permite lutar pelos melhores lugares. Seja Marraquexe, seja Vila Real seja Macau, são pistas onde me dou bem e onde estamos sempre na frente, mas infelizmente a pandemia tem-nos retirado essa vantagem. Marraquexe há dois anos que não há, Vila Real vai ser o mesmo, Macau está agendado mas vamos ver se vai ser possível realizar a prova, por isso faz-nos muita diferença não ir a essas pistas.”
A meta está traçada para este ano. Começar o melhor possível e estar o melhor classificado nas primeiras provas para poder ser o “ponta de lança” na luta pelo título:
“O objetivo nesta primeira fase é tentar ganhar corridas, arrecadar o maior número de pontos possível, embora haja um pouco de jogo estratégico, porque ganhar muito nas primeiras, traz handicaps ao nível do peso aplicado nos carros, que não são bons para o resto da época e é por isso que vimos as equipas que venceram nos últimos anos a começar de forma menos exuberante, gerindo o peso ao longo do ano. Mas a única certeza que tenho é que lutar para estar no topo.”












