A FIA e o antigo promotor do WTCC, Eurosport Events, confirmam que não existe, atualmente, qualquer interesse por parte dos fabricantes em introduzir um Campeonato do Mundo de Carros de Turismo com carros mais evoluídos do que os atuais TCR, que foram a solução encontrada depois dos ‘caros’ WTCC de última geração…
O WTCC chegou ao fim em 2017, com o último título ganho pela equipa da Volvo Polestar Cyan Racing com Thed Björk. Em 2018, o Eurosport Events juntou-se à TCR International Series WSC Group para apresentar o WTCR – Taça do Mundo de Carros de Turismo. (Clique aqui)
2019 apresenta 26 carros. Uma grelha com pilotos profissionais e com suporte de fábrica, mas sempre competindo como equipas cliente. Os sete fabricantes presentes em 2019 são: Alfa Romeo, Hyundai, Lynk & Co, Honda, Volkswagen, Cupra e Audi.
Antes da mudança, o WTCC proponha uma regulamentação técnica de substituição para as regras dos Super 2000 TC1, que já tinham cinco anos. Poderíamos ter visto carros maiores e mais potentes, como sucedeu no WRC, ou talvez em linha com as regulamentações DTM, mas o interesse dos fabricantes foi mínimo, para não dizer, nulo.
“O problema do WTCC TC1 é que era demasiado caro para ser usado a nível nacional ou regional, e não suficientemente caro para ser visto como de primeira classe, como os carros DTM. Era demasiado caro para os campeonatos nacionais, pelo que não havia razões de negócio para os fabricantes. Foi esse o erro que cometemos. Temos que aprender com isso” – disse o promotor do WTCR, François Ribeiro.
O presidente da Comissão de Carros de Turismo da FIA, Alan Gow, acrescentou: “Estávamos a pensar em algo, mas não é possível fazê-lo sem a adesão dos fabricantes. De momento, não há fabricantes para embarcar neste tipo de exercício, então, fica arquivado até conseguirmos tal tipo de apoio. O que pode acontecer ou não.
O WTCR entra no segundo ano do acordo de dois anos entre o Eurosport Events, promotor do campeonato, e o WSC Group, proprietário dos regulamentos técnicos do TCR.








