A grande final do WTCC está à porta e as equipas estão a ultimar os pormenores para o grande confronto que aí vem. Bjork vs Michelisz, Volvo vs Honda. Os fãs podem esperar dois dias de competição intensa entre os candidatos.
A Volvo está determinada em conquistar os títulos que tem à mercê, uma vez que o futuro do WTCC deverá passar pelo regulamento TCR, por isso tem apenas uma oportunidade de fazer valer todo o investimento feito no S60 TC1. A vontade de vencer é tanta que os responsáveis resolveram trocar Nestor Girolami por Yvan Muller na última ronda do ano. Muller é o piloto mais bem-sucedido do WTCC e é um dos responsáveis pelo desenvolvimento da máquina sueca. O seu feedback tem sido essencial para a equipa, mas os responsáveis consideram que é a melhor opção para o derradeiro embate com os adversários.
Muller admitiu que está feliz por regressar à competição e que o seu objetivo é ajudar Bjork e a Volvo a conquistarem os respetivos títulos. Girolami, por seu lado, teve de aceitar ficar de fora da última prova, realçando que a experiência de Muller neste traçado pode ser muito útil à equipa, com quem espera poder continuar a trabalhar em 2018.
Para o piloto argentino esta despromoção chega de forma algo injusta. É certo que os seus desempenhos estiveram longe do que se esperava e do que o seu talento lhe permite, mas esta troca na ronda mais importante do ano é um sinal claro de falta de confiança, o que comparando com Catsburg, outro piloto extremamente talentoso, mas que cometeu alguns erros ao longo da época, mostra uma postura diferente da equipa. E colocar um piloto que esteve praticamente um ano parado, por muita qualidade que tenha, é um golpe na confiança.
Mas o certo é que a equipa sueca não está para facilitar e vai usar todos os trunfos a seu favor para levar a melhor.












