WEC: Thomas Laudenbach avisa que equipas clientes são essenciais para o futuro da classe Hypercar
A grelha do Campeonato do Mundo de Resistência da FIA (WEC) do próximo ano contará com 19 Hypercars e 18 LMGT3, com 14 fabricantes representados em ambas as classes. Apesar de ser o número de marcas presentes mais elevado na história do WEC, Thomas Laudenbach, vice-presidente da Porsche Motorsport, gostaria de ver mais protótipos Hypercar operados por equipas privadas, mantendo o futuro da competição caso os projetos de fábrica não mantenham os seus programas.
Avisando que não há garantia que os atuais construtores mantenham o seu compromisso com o WEC a longo prazo, Laudenbach gostaria que houvessem mais equipas clientes a operar os protótipos da classe Hypercar, até porque o campeonato fica limitado a duas classes a partir deste ano, deixando de lado os vários LMP2 que engrossaram durante muito tempo o pelotão.
“Penso que seja lamentável que nenhum dos outros [construtores] tenha fabricado carros para [equipas] clientes”, disse o responsável da Porsche ao Motorsport.com. “Se olharmos para a lista de inscritos, podemos provavelmente argumentar que não precisamos de carros para clientes. Temos equipas de fábrica suficientes. Estou no setor há bastante tempo, é difícil para mim imaginar que daqui a dez anos ou mais teremos tantos fabricantes no campeonato. Não sei se alguém se lembra de uma década com tantas marcas. Eu não me lembro”.
Laudenbach insiste que, caso se torne realidade o fim de alguns projetos oficiais, “todos ficarão satisfeitos por ter carros de equipas clientes. Por isso, penso que devemos tratá-los bem nos momentos de graça. E nós [Porsche] somos os únicos a fazê-lo”.
A Porsche colocará em pista cinco 963 na próxima temporada, três deles entregues a equipas privadas, enquanto a Ferrari terá três 499P, apesar de não ser oficialmente do programa de fábrica, será operado pela AF Corse, estrutura que assiste também os restantes dois protótipos do projeto italiano.
Sobre a realidade da marca alemã, Thomas Laudenbach garante que é necessário dar às equipas clientes um bom carro, mesmo que aumente a pressão da equipa oficial para não ser batida pelos privados com o mesmo material nas mãos. “Penso que a nossa filosofia é muito boa, na medida em que tratamos os nossos clientes de forma justa. Se houver alterações em termos de desempenho, uma coisa é certa: os clientes terão sempre as mesmas especificações que nós, a 100 por cento. Somos obrigados pelos regulamentos. E é também uma filosofia clara que funciona bastante bem”, disse.
Foto: Porsche
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Scirocco
6 Janeiro, 2024 at 15:01
Excelente filosofia que já deu á Porsche bons resultados no passado, seja a nivel de desportivo mas tambem financeiro.