Gordon Murray é um nome incontornável da história da F1, sendo um dos engenheiros projetistas de maior relevo do Grande Circo. O britânico tem novos planos para o futuro e a sua empresa a Gordon Murray Automotive, irá produzir o T50, a sua nova criação.
A máquina poderá não só ir parar às mãos de quem tiver 2 milhões de libras para comprar um carro, mas poderá também ir para a pista, com os novos regulamentos do WEC a permitirem essa possibilidade . Murray olha para essa ideia com muito interesse pois gostaria de reeditar a vitória de um dos seus carros em Le Mans, como aconteceu com o McLaren F1 GTR.
“As pessoas que gerem o campeonato estão muito interessadas em nos receber de volta depois de nossa história em Le Mans com o F1 GTR. Falei com a ACO e a FIA em fevereiro deste ano”, disse Murray ao Motosport.com. “Posteriormente, tivemos alguns clientes que estão muito interessados em competir com o carro. Gostamos de corridas, por isso também estamos muito interessados em voltar às pistas. Está no nosso DNA. Estamos prestes a anunciar em breve uma parceria com uma equipa de F1 para o uso de um túnel de vento no desenvolvimento do T.50, por isso já estamos um passo mais perto das corridas”.
“Se o fizermos, será feito por uma equipa separada e paralelamente ao carro de estrada, e já temos uma unidade de operações especiais para fazer os veículos”.
Os 100 carros que serão produzidos deverão começar a ser entregues em 2022, mas Murray não põe de parte a possibilidade de entrar na competição antes. O carro para a pista terá de sofrer algumas alterações como os sistemas activos de apoio aerodinâmico que terão de ser suprimidos assim como o peso do carro que poderá ser alterado.
“A versão de corrida do T.50 provavelmente sairia com cerca de 900 kg, portanto, colocar algumas centenas de quilos de lastro não atrai [O peso mínimo dos carros segundo os novos regulamentos é de 1100kg]”, disse ele. “Mas como as novas regras se baseiam no equilíbrio de desempenho, esperamos que haja alguma maneira de corrermos mais leves, mas com menos potência”.
“Se realmente não nos encaixarmos na classe dos hipercarros ou em qualquer outra categoria, temos a opção de uma série única com o nosso carro de pista”, disse ele. “Imagine uma grelha de 20 carros com motores V12, a acelerar às 12.000 rpm – seria divertido”.











