Depois de um ano afastado da competição, tendo sido piloto de reserva da Mercedes, Mick Schumacher regressa às pistas, agora no WEC, para ser piloto Alpine. O piloto alemão esteve em Portimão para testar com a sua nova equipa e falou com meios de comunicação portugueses, onde esteve incluído o AutoSport.
Em Portimão, Schumacher admitiu que este é um novo mundo, com muito para aprender e descobrir. O piloto explicou como acabou por se tornar piloto da Alpine e não escondeu que se mantém interessado na F1. Isso é claro, pois o seu papel de reserva da Mercedes sobrepõe-se ao de piloto Alpine. Se Schumacher for chamado para substituir Hamilton ou Russell, irá cumprir o seu papel, mesmo que isso signifique que a Alpine fica sem piloto, tendo de recorrer ao piloto de reserva que ainda não foi escolhido. Schumacher revelou-se muito grato pela oportunidade e espera aprender com os seus novos colegas de equipa:
“É a minha primeira vez neste departamento das corridas, com corridas mais longas em que se partilha o carro. Até agora tudo está a correr bem, é um processo de adaptação. A minha experiência de anos passados, assim como da F1, nada tem a ver com isto, pelo que se trata de um começo do zero, um novo desafio. Estou muito grato por poder partilhar o carro com cinco grandes pilotos e estou certo que aprenderei muito com eles e crescerei neste desporto”.
O piloto alemão explicou como esta oportunidade acabou por se materializar. O interesse da Alpine, manifestado desde cedo e a falta de opções na F1 abriram a porta ao mundo da resistência:
“Vários pontos tornaram o WEC no local ideal para competir, depois de um ano sem corridas. Um ponto importante que posso partilhar é que posso manter a minha ligação com a F1 e a filosofia destes carros e destas equipas é, de certa forma, similar à F1. A forma como se afina o carro, a organização, as ferramentas ao nosso dispor. Há coisas novas para mim, como o controlo de tração, mas ainda assim, há muitas similaridades que me poderão ajudar a aumentar o meu conhecimento.
Fui abordado bastante cedo na época pelo Bruno [Famin] que me apresentou esta opção de pilotar aqui. Ainda estava muito ligado ao sonho da F1, mas essa porta foi-se fechando para 2024 e tive de encontrar outra solução. Com toda a franqueza, acho que este é o melhor lugar onde posso estar, para crescer, correr e evoluir, independentemente de isso levar-me ou não de volta para a F1″.












