Sobe a cortina para a nova época do WEC. Depois da Super Season que permitiu a transição para um “campeonato de inverno”, segue-se agora nova época de transição até a chegada das novas regulamentações em 2020/2021. Mas o espetáculo tem de continuar e há muitos motivos de interesse
Os GT eram a categoria que mais espetáculo dava em pista nos tempos recentes. A diversidade de máquinas, de filosofias de construção e a qualidade dos alinhamentos de pilotos eram os ingredientes adequados para corridas competitivas e interessantes. Infelizmente a Ford resolveu sair, e após o triunfo inicial nas 24h de Le Mans o projeto perdeu fulgor até chegar ao término após quatro anos, a janela temporal definida desde início. A BMW nem tempo deu para que o M8 GTE evoluísse e terminou o projeto do WEC um ano após o seu começo, deixando António Félix da Costa fora do mundial de endurance onde mostrou (sem surpresa) qualidade. Restam a Porsche, vencedora (e dominadora) no ano passado, a Ferrari e a Aston Martin.
Não há grandes novidades nos alinhamentos nesta categoria, excetuando a troca de Sam Bird por Miguel Molina na Ferrari. A Porsche irá estrear o seu novo 911 RSR-19 (mais eficiente e com uma evolução no motor, que passa de 4.0l para 4.2l), o que poderá dar alguma vantagem inicial à Ferrari, pois uma máquina nova implica sempre um período de conhecimento e adaptação. Mas a Porsche já habitou os fãs a chegar, ver e vencer, pelo que não será de espantar que as máquinas germânicas se apresentem prontas para a luta com a Ferrari desde início.
A Aston Martin já leva um ano com o novo Vantage GTE, mas parece ainda não estar em condições de lutar regularmente pelos lugares cimeiros, pois no Prólogo vimos uma Aston sempre no fundo da tabela, enquanto a Ferrari esteve sempre nos primeiros lugares com a Porsche por perto.
É provável que esta ordem se mantenha nas primeiras provas, mas a evolução dos carros e do BoP poderá tornar este cenário mais interessante. É uma pena que esta categoria tenha num ano perdido duas marcas. Apesar de estarmos numa época de transição e de grandes mudanças nos LMP1, nos GTE não é o caso, e ver este desinteresse súbito é algo preocupante numa categoria que já nos deu corridas absolutamente fantásticas e lutas de cortar a respiração. Uma grelha de apenas seis carros parece pouco, apesar da qualidade estar garantida.











