José Maria Lopez foi um dos primeiros pilotos da Toyota a sentir as sensações do GR010. O argentino mostrou-se entusiasmado com a nova máquina.
Tendo testado o carro em Paul Ricard e em Portimão, Lopez já conhece um pouco melhor o carro com que irá defender o título de campeão do mundo. Para já, as sensações são boas:
“Tive a oportunidade de pilotar o carro desde início e a sensação é muito boa. Obviamente é um carro diferente mas há algumas coisas que tornam o carro interessante. Já não temos cortes de combustível mas o carro é muito bom de pilotar. A entrada e saída de curva é diferente. O motor do eixo dianteiro só é usado acima de 120 Km/h e como tal não sentimos aquele impulso que sentíamos nos LMP1. Temos de gerir de forma diferente e adaptarmo-nos a isso.”
Depois das primeiras voltas com o novo carro, Lopez notou três diferenças mais vincadas:
“Em relação ao primeiro teste houve três coisas que se fizeram sentir mais. Primeiro o boost na saída das curvas que já não existe. Os cortes de combustível já não existirem também é algo que inicialmente parece estranho, mas já o fizemos antes nas nossas carreiras. Além disso o peso, mas apesar disso o carro é muito bom de guiar.
Temos testado várias soluções com a asa traseira mas é a margem que temos para mudar é pequena. Faz alguma diferença mas não é nada de mais. Quanto à aceleração temos de respeitar a limitação de potência. Por isso a aceleração é mais suave mas apesar disso ainda temos muita potência e temos uma boa aceleração.“
Uma das novidades para 2021 é o Balance of Performance (BoP), algo que obrigará os engenheiros a mais calculos:
“Quanto ao BoP não é algo que não gostamos mas sabemos que está presente para garantir a competitividade para equipas que não tenham os mesmos recursos ou equipas recém chegadas. Temos de jogar com isso e temos de confiar nos responsáveis para que tenhamos uma luta justa.”









