Filipe Albuquerque é um especialista das 24h de Le Mans. O piloto português vai para a décima participação na mítica corrida francesa e adoraria lutar pela vitória à geral, mas a Acura não parece estar inclinada para embarcar na aventura, mesmo tratando-se da prova centenária.
Em declarações ao autosport.com, Albuquerque lamenta o facto da sua equipa no IMSA ter um carro capaz de lutar pela vitória e ainda assim não querer correr na categoria principal em Le Mans:
“Neste momento, a Acura está concentrada apenas no IMSA, mas como piloto, dói estar a fazer Le Mans em 2023 num carro LMP2, sabendo que há um carro na garagem totalmente capaz de lutar pela vitória e que não está lá”, disse Albuquerque. “Foi por isso que fizeram regulamentos como este, para que se possa fazer tanto Daytona como Le Mans e maximizar o investimento dos fabricantes. Quando isto não acontece, fica-se desapontado”.
“O meu principal foco é fazer Le Mans”, disse ele. “É a coisa que mais quero fazer, todos os anos. Comecei imediatamente Le Mans nos LMP1, depois as coisas caíram. Durante oito anos, não havia maneira de eu poder conduzir na classe de topo e tentar o primeiro lugar, o que me aborrecia. Agora sei que há uma hipótese [com o Acura LMDh], mas o carro não vai… aborrece-me ainda mais! Só quero lutar pela vitória à geral em Le Mans novamente. Detesto estar a olhar para os espelhos. Tem sido ótimo conduzir e ganhar em LMP2, tem sido de longe a classe mais competitiva, com 20-25 carros, mas ainda não é o máximo. Compreendo que é mais complicado do que isso porque a Acura é uma marca americana, e os japoneses da Honda precisam de decidir o que querem fazer, mas nós estamos prontos e temos a experiência para o fazer”.











