Testes são testes. A realidade da competição é sempre analisada na primeira sessão a doer, mas o Prologo no Qatar já permitiu entender algumas tendências, para esta época 2025.
Antes de mais, realçar a qualidade e quantidade de carros em pista. O WEC apresenta agora uma variedade de máquinas, sons e cores que deveria servir de exemplo. O WEC mais forte de sempre? Provavelmente.

Quanto à ação em pista, a Cadillac demonstrou uma forte consistência, com os seus carros V-Series.R a terminarem regularmente entre os cinco primeiros. Apesar de Sebastien Bourdais ter perdido o melhor tempo por apenas 0,145 segundos, a equipa causou uma forte impressão, especialmente durante os stints longos.

A Ferrari, considerada uma das favoritas para a próxima corrida, tendo perdido 38 kg em comparação com o ano passado, com uma ligeira perda de potência de apenas 2 kW e um kit evo que se espera que tenha um bom desempenho no Circuito Internacional de Lusail. A 499P mostrou-se forte nos testes, terminando entre os três primeiros nas quatro sessões.

Espera-se que a BMW e a Alpine também sejam competitivas. Enquanto a BMW terminou com o melhor tempo do teste (BMW M Hybrid V8 #20: 1m38.971s) a Alpine mostrou que o joker usado permitiu um salto qualitativo, mas os tempos foram discretos. A Peugeot revelou algumas dificuldades em ritmo puro, mas poderá ter um melhor desempenho durante as corridas devido à sua capacidade de gerir stints mais longos.

Toyota e Porsche foram discretas, muito afetadas por um BoP mais castigador, pelo que o fim de semana poderá ser para minimizar estragos. A Aston Martin seguiu o seu programa, com muitas voltas dadas. Os tempos não foram surpreendentes, mas o facto de terem corrido sem grandes problemas é um sinal de bom trabalho feito. A fiabilidade vem sempre antes da performance.

Fotos: Philippe Nanchino











