XO 9X8 é uma lufada de ar fresco no desporto automóvel. A nova máquina da Peugeot tem um visual arrojado, com um conceito revolucionário e único na atualidade, que deverá sofrer alterações mínimas até ao final do seu ciclo de desenvolvimento. Um dos pormenores mais visíveis no 9X8, é a ausência da asa traseira, tão comum nos carros de competição.
O AutoSport questionou os responsáveis da marca, se esta aposta num carro sem asa traseira é apenas uma afirmação da marca ou se há realmente ganhos com este novo conceito. O diretor técnico do projeto, Olivier Jansonnie, admitiu que se trata de um pouco dos dois. A Peugeot queria dar ao seu carro linhas arrojadas, em concordância com a sua gama de carros de estrada, mas os novos regulamentos técnicos permitiram uma abordagem diferente. Com os novos carros a terem de respeitar valores fixos de apoio aerodinâmico e coeficiente de arrasto, a Peugeot conseguiu atingir esses valores sem a necessidade de uma asa traseira e assim abdicou dela. Para conseguir o equilíbrio desejado entre o eixo dianteiro e o traseiro, certas partes da carroçaria poderão ser ajustadas de corrida para corrida, tal e qual como se faz com as asas traseiras.

“Os novos regulamentos Le Mans Hypercar foram elaborados para nivelar a importância dos sistemas convencionais de aumento de desempenho. Desenhar o 9X8 tem sido uma experiência apaixonante, porque tivemos a liberdade de inventar, inovar e explorar formas fora da caixa para otimizar o desempenho do carro, e mais especialmente a sua aerodinâmica. Os regulamentos estipulam que só é permitido um dispositivo aerodinâmico ajustável, sem especificar a asa traseira. O nosso trabalho de cálculo e simulações revelou que o alto desempenho era efetivamente possível sem um”, disse Jansonnie.
“É uma combinação de efeito de solo e de carroçaria superior que foi trabalhada de uma forma um pouco diferente em comparação com o antigo LMP1“, confirmou Oliver Jansonnie. “Com o novo regulamento LMH, há muito mais liberdade em muitas coisas. O fundo plano é mais livre e com a parte superior da carroçaria há mais liberdade e há um limite máximo para a força descendente, e quanto nos é permitido gerar e sentimos que isso era exequível sem a asa traseira. Basicamente, temos uma combinação do splitter frontal e do difusor traseiro. A parte da frente do carro é muito mais tradicional. É-nos permitido ter um dispositivo para ajustar o equilíbrio aerodinâmico do carro, e este é um elemento chave para nós. Temos várias opções e isso é algo que decidiremos durante o primeiro teste do carro”.












