Muito se tem discutido a possível entrada da Andretti Autosport, em parceria com a Cadillac, de Michael Andretti na Fórmula 1. Este pode ser o objetivo mais mediático da equipa norte-americana até pela receção fria que tem tido o seu interesse na competição rainha do automobilismo, com exceção de Zak Brown da McLaren e do apoio dado pelo presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem.
Com um portfólio variado no automobilismo nos EUA como fora do país (como é o exemplo do Supercars australianos onde tem uma parceria com a United Autosports de Zak Brown e a Walkinshaw Racing), o nome Andretti consta da grelha em pelo menos um campeonato do mundo da FIA – a Fórmula E – querendo passar a constar de mais dois, a Fórmula 1 e o Campeonato do Mundo de Resistência (WEC).
Com a construção da nova sede para a sua estrutura, Michael Andretti tem optado por uma política de parcerias, que parecem ser francamente positivas, para marcar presença em mais competições. Recentemente anunciou o acordo com a Wayne Taylor Racing para dar apoio na classe principal do Sportscar Championship da IMSA. Basicamente, com a chegada dos LMDh e a nova classe GTP, a equipa onde compete Filipe Albuquerque nos EUA precisava de mais meios para competir ao mais alto nível, enquanto à Andretti Autosport, marca presença na nova era da resistência. Mas esta parceria pode ainda dar mais. Tanto Wayne Taylor como Michael Andretti querem vir a competir dentro de poucos anos no WEC e em Le Mans, um sonho partilhado pelo piloto português.
Em novembro de 2022, Albuquerque dizia ao AutoSport que queria competir em Le Mans com o Acura ARX-06, o LMDh que compete no IMSA. O piloto português pedia mesma para “mandem cartas à Honda para irmos a Le Mans”, algo que Wayne Taylor reiterou em Daytona este fim de semana, afirmando que “é a única corrida no mundo das corridas de carros desportivos que não ganhámos à geral. Não há dúvida de que este é um grande foco para todos nós. É aí que queremos estar”.
Também Andretti, que marcou presença ao lado de Wayne Taylor, Ricky Taylor e Filipe Albuquerque na conferência de imprensa conjunta durante o fim de semana do ‘Roar before the Rolex 24’, defendeu esta ideia. “Isso não é segredo. Vamos ter uma instalação satélite na Europa. Já temos uma e que vai ser maior. Um dos objectivos é, assim o esperamos, ter uma equipa do WEC nos próximos anos”.
Se ainda há dúvidas sobre a capacidade da Andretti em poder competir onde quer que seja, Michael tem vindo a dar provas do contrário e apresenta neste momento um dos projetos que mais entusiasmo traz ao automobilismo mundial. Os parceiros são escolhidos a dedo e com provas dadas por onde passam, como é o caso da Wayne Taylor Racing, o que pode vir a dar frutos a médio prazo.
Foto: Michael L. Levitt











