A carreira de um piloto vai ser sempre recheada de momentos caricatos e engraçados e Filipe Albuquerque recordou um que costuma arrancar algumas gargalhadas a quem ouve e a quem viveu o momento:
“Tenho muitas histórias engraçadas e uma delas foi a de ter feito chichi no carro em Daytona e acabou por ser engraçado, assim como aconteceu em Le Mans. Em Daytona, em 2013, entrei no carro às sete da manhã, num Safety Car (SC) e estive duas horas a andar em SC e a beber água para me tentar manter acordado e ao fim de duas horas tinha a bexiga muito cheia e ainda tinha de fazer mais um turno. Por isso tive de fazer mesmo ali, em prol da nossa vitória e acho que foi positivo. Mas o engraçado é não dizer nada e deixar que os colegas cheguem lá e deixá-los na dúvida ́ será que ele transpirou assim tanto? Não pode ter sido assim tanto. Será que ele fez?́. Depois quando me perguntaram ficaram um pouco chateados mas no final riram-se. Disseram-me ´eh pá isso não se faz´ ao que respondi ´que querias que fizesse? Que perdesse tempo com isso?´. Para mim o mais importante é ganhar. O resto é secundário, teve de ser ali, olha. Por acaso ainda ninguém se vingou de mim, mas a mim é difícil apanharem-me. Já me ameaçaram com isso mas eu digo sempre ́podes fazer à vontade. Eu tenho o meu banco para ficar mais alto, fico sempre uns 3 cm acima do teu, portanto o teu vai ficar todo molhado e o meu sequinho’.
Necessidades fisiológicas à parte, Filipe Albuquerque “transpira” confiança. Está numa fase tremenda da sua carreira, é sem dúvida um dos melhores do mundo, rótulo que tem há muito tempo e que foi apenas reforçado com as recentes prestações e encara a competição com uma naturalidade impressionante. Este é um Albuquerque Vintage, uma colheita que poderá ainda dar muitos frutos. Vem lá a mais desejada de todas, e o Filipe está no topo da sua forma. A concorrência que se cuide.











