Pascal Vasselon, diretor técnico da Toyota é da opinião que o acidente que atirou Kazuki Nakajima para o hospital e o coloca em sério risco (é praticamente certo) de não correr nas 24 Horas de Le Mans não devia ter sucedido. Nakajima tinha acabado de ultrapassar um LMP2 na reta de Kemmel e acertou em cheio na traseira do Audi R18 e-tron quattro de Oliver Jarvis. Sabe-se que Jarvis estava na volta de saída das boxes e a diferença de velocidade era notória. Contudo, para Vasselon, o problema é que quando Nakajima viu o seu adversário já era tarde demais para fazer alguma coisa: “Como é possível um piloto profissional rodar a 160 km/h quando outros se aproximam a 285 km/h? O impacto deu-se com mais de 100 km/h de diferença e nós vimos o vídeo on-board e nada se vê até ao choque” disse um crítico Vasselon, que está preocupado com a visibilidade à chuva: “Já discutimos com a FIA e com o ACO a visibilidade das luzes de chuva. Este acidente não devia ter acontecido” disse Vasselon, que acredita que a lesão de Nakajima foi potenciada pelo tipo de embate: “Num choque deste tipo, de frente, o piloto não se consegue mover e todo o impacto é absorvido pela espinha. Há estudos a decorrer para minimizar este risco”, disse. Kamui Kobayashi vai testar para ganhar ritmo, pois quase de certeza que terá de correr em Le Mans: “O Kazuki quer tentar recuperar, e vai ficar na Europa, mas as suas hipóteses são muito pequenas portanto nós já estamos preparados para o substituir” concluiu Vasselon.










