A Fórmula E arranca em setembro e vai ser a competição automóvel de pista mais silenciosa do mundo, realizando-se em dez circuitos citadinos. António Félix da Costa faz parte do espetáculo, tornando-se o mais novo recruta do campeonato ao assinar pela equipa Amlin-Aguri e o piloto português conta-nos alguns dos segredos da nova disciplina. Apesar de ter que faltar às primeiras duas provas da Fórmula E em virtude do seu compromisso com o DTM, Félix da Costa reconhece que o entusiasmo pela nova competição está a crescer: “esta é uma realidade completamente diferente. Antes de cá vir, achava que não era para mim, sempre preferi o barulho e o cheiro a gasolina das corridas. Mas este é um conceito que nos obriga a gerir uma corrida sem ser acelerar a fundo. Penso que me vai tornar um piloto mais completo. É complicado perceber como estamos em comparação com os nossos concorrentes. Houve pilotos que estiveram a testar em potência máxima, mas depois tinham que esperar mais de uma hora para carregar as baterias e voltar a andar. Nós preferimos andar com mapas do motor para tentar encontrar estratégias de corrida, ver quanta corrida se podia recuperar numa volta, seja na travagem ou em deixar o carro em coasting, a desacelerar sozinho. Há seis mapas e cada um representa um a dois segundos de diferença. Nós andámos quase sempre no 3 e no 4, mas usámos o quinto na última sessão e baixei um pouco o meu tempo. O comportamento não é muito diferente, só nos pneus, mas de resto não é nada a que não esteja habituado. Mas ainda temos muito a aprender sobre o carro, vou preparar um grande relatório sobre os testes para entregar à equipa”, disse.











