24 Horas de Le Mans: A história da Nissan em Le Mans | AutoSport
AutoSport
  • F1
  • VELOCIDADE
  • RALIS
  • TT
  • +MOTORES
  • KARTING
  • Histórico
  • Login
  • Register
No Result
View All Result
  • Clube Autosport
  • Auto+
  • Urbana
  • Hoteis de Campo
  • Properties
  • E-AUTO
  • Assinaturas
AutoSport
  • F1
  • VELOCIDADE
  • RALIS
  • TT
  • +MOTORES
  • KARTING
  • Histórico
  • Login
  • Register
No Result
View All Result
AutoSport

24 Horas de Le Mans: A história da Nissan em Le Mans

José Luis Abreu by José Luis Abreu
10 Junho, 2015
in Pistas
A A
24 Horas de Le Mans: A história da Nissan em Le Mans

Share on FacebookShare on Twitter

O ano passado foi a Porsche, este ano Le Mans tem um lugar reservado para a Nissan. O construtor japonês tem alguns bons resultados mas procura ainda a sua primeira vitória absoluta na lendária prova de 24 Horas. Dificilmente será já este ano, mas o primeiro passo tem que ser dado, e é já este fim de semana. Mas no passado já houve boa história…

As ligações da Nissan à competição remontam aos anos 60, mas muitas das páginas que se escreveram sobre esta ligação começaram a ser produzidas pouco depois dos meados da década de 80, quando o então terceiro maior construtor de automóveis do mundo resolveu associar o seu nome a mais mística corrida do mundo, as 24 Horas de Le Mans. Em 1986, mesmo antes da partida e independentemente do resultado final, o retorno estava garantido pois nunca antes uma marca nipónica tinha alinhado oficialmente na prova maratona disputada no circuito de Le Sarthe e isso, claro, era, por si só, motivo de grande curiosidade e elevada expectativa. Dois carros inscritos com o carimbo oficial e na principal categoria daquela temporada (C1) saíam para a prova dos 1440 minutos apostados em provar o estatuto de fiabilidade de que os seus carros do dia-a-dia já se podia gabar na altura, mas também com o objetivo claro de mostrar o elevado índice de vanguardismo dos chassis nipónicos no que às soluções tecnológicas dizia respeito. Por isso, não foi de estranhar que, apesar do objetivo global ser o mesmo – ou seja, a obtenção da melhor classificação possível – , a forma para lá chegar tenha sido encarada de maneira diferente.

Para dar sequência ao objetivo da ‘fiabilidade’, a Nissan apostou no modelo R85V, que juntava um motor V6 3 litros turbo e que na balança acusava o peso pluma de 880 kg, num conjunto que tinha impressionado no ano anterior quando, à chuva, venceu os 1000 km de Fuji, prova do Campeonato do Mundo de Sports Car, superiorizando-se a construtores muito bem reputados no meio como a Porsche, Lancia, Jaguar e Mercedes. Boas perspetivas, portanto… No segundo carro, a aposta centrava-se mais na ‘velocidade pura’ do que na ‘resistência’ e para isso a Nissan colocava em pista um chassis mais evoluído, o R86V, fazendo ascender a potência do V6 aos 1000 cv.

Artigos relacionados

Type R Legacy Cup: Ribas Motorsport impõe a sua lei em Portimão

20 Maio, 2026

Porsche Carrera Cup France: Manuel Alves e Gonçalo Fernandes com fim de semana desafiante

18 Maio, 2026

Mas, nas contas finais, este último carro, com uma tripla japonesa ao volante – Hoshino/ Hagiwara/Matsumoto – acabou por desistir com problemas de caixa depois da quinta hora, cabendo ao comprovadamente mais fiável R85V pilotado por Hasemi/ Wada/ Weaver garantir o 16º lugar, no ano de estreia. Um resultado que, sem ser brilhante, não desmoralizou as equipas de engenheiros nipónicos, que continuaram a trabalhar no desenvolvimento de chassis e motor para alcançar resultados de destaque na lendária prova francesa. Mas a verdade é que o primeiro sinal verdadeiramente positivo só veio em 1990. Antes disso, os anos não foram particularmente dourados pois logo em 1987, então já com um chassis assinado pela March (R87E), a que passou a estar acoplado um V8 (ainda 3 litros), nenhuma das duas duplas japonesas de pilotos
conseguiu atingir o final (tal como o carro mais antigo R86V dos privados da Italya Sports), num resultado que voltou a ficar aquém das expectativas e que teria o mesmo desfecho em 1988, pelo menos menos para a a tripla japonesa Hoshino/Wada/Suzuki que também não conseguiu levar o R88C até ao final. Nesse ano, salvou-se o 14º posto de Grice/Wilds/Percy, uma magra consolação para tanto esforço. Em 1989, o desaire voltou a marcar presença com nenhuma das três triplas da Nissan Motorsport e concluir a prova, mesmo depois do construtor oriental ter encomendado o seu chassis (R89C) à Lola e de anunciar que o seu V8 3,5 litros debitava cerca de 800 cv e alcançava na principal reta do circuito mais de 380 km/h! Chegou então a hora de brilhar e a Nissan fê-lo ao mais alto nível com a conquista da pole position na edição de 90, ‘cortesia’ de Mark Blundell, com ‘apenas e só’ seis segundos de vantagem sobre todos os adversários! No ano em que a Nissan apostou na qualidade, mas também na quantidade (com sete equipas presentes, cinco das quais oficiais), foi também o ano em que o construtor japonês conseguiu um dos seus melhores resultados na prova em termos absolutos, com o quinto posto alcançado pela tripla japonesa Hasemi/ Hoshino/Suzuki (que chegou a liderar), naquela que se havia de tornar também a primeira melhor classificação de sempre na prova de um carro japonês e de uma equipa totalmente composta por pilotos nipónicos. A tripla era a única a dispor da variante CP do R90, desenvolvida pela Nismo com menor carga aerodinâmica e maior velocidade de ponta (a versão R90 CK alterada pela RML foi usada por quatro equipas, a antiga R89C por duas). Nesse ano, uma pole position, uma passagem pelo comando e um quinto lugar, a que se juntaram três abandonos – as restantes equipas terminaram em 17º (Brabham/Robinson/Daly) e 21º (Regout/Cudini/Los) – não foram suficientes para que os responsáveis não repensassem toda a estratégia e investimento da marca no palco de Le Mans e ‘hibernassem’ o projeto por três anos.

Vitória na categoria IMSA/GT S
Se o sonho americano é muitas vezes conhecido por ‘comandar a vida’, a Nissan decidiu tentar disso tirar partido quando apostou num regresso em 1994 made in USA. Não tendo qualquer problema em descer um degrau (deixando a categoria GT1 ou LMP1 que tinham rendido a C1), duas equipas da Clayton Cunningham Racing (equipa oficial da Nissan na IMSA Exxon GT Series) marcaram encontro com o sucesso e deram a primeira ao construtor do Sol Nascente, com os competitivos 300 ZX Turbo da categoria IMSA/GTS desenvoldidos pela equipa norte-americana. Ao triunfo, os autores da proeza – Millen/O’Connel/ Morton – acabariam por fazer corresponder o quinto lugar absoluto, dando ainda mais sabor ao título conquistado pela Nissan USA na categoria IMSA/GTS, nesse mesmo ano, no campeonato norte-americano, onde ficaram registadas vitórias noutras clássicas de resistência como as 24 Horas de Daytona e 12 Horas de Sebring.

A vitória de 1994 fez disparar as expectativas da Nissan Motorsport, que gozava agora de outra maturidade e voltaria a construir um projeto que regressou ao topo 1997. Até lá, e durante dois anos, a Nismo ‘treinou’ o seu regresso às 24 Horas de Le Mans com os Skyline GT-R LM da categoria GT1 (então com carros ainda derivados de estrada), sempre guiados por pilotos japoneses e que, entre 1995 e 1996, conseguiriam como melhores resultados um 10º lugar (com Fukuyama/Kondo/Kasuya em 1995) e um 15º (por intermédio de Hoshino/Hasemi/Suzuki em 1996). Ao nono e décimo ano de participações em Le Mans, a aposta recaiu na parceria com a equipa TWR e no cunho de Tom Walkinshaw, que preparou o modelo R390 GT1 (derivado do modelo de série e do qual acabaram por ser construídas apenas duas unidades, aproveitando as novas liberdades da categoria GT1), equipado com motor 3,5 litros V8 biturbo (650 cv) e acoplado a uma monocoque de carbono. Mas só no segundo ano (1998), o carro deu verdadeiramente nas vistas acabando por conseguir talvez a maior coroa de glória da marca em Le Mans, ao alcançar o terceiro lugar, através da tripla Suzuki/Hoshino/Kageyama, mas e tão importante como isso, fazer finalmente jus à sua reputação de fiabilidade, com os restantes R390 GT1 inscritos a consolidarem o sucesso do projeto, com um quinto (Nielsen/Krumm/Lagorce) e um sexto (Lammers/Comas/Montermini) lugares finais. Finalmente, em 1999, a Nissan deu o seu último passo até entrar num longo jejum de Le Mans durante 16 anos que só este ano terminará com o tão ansiado regresso este ano. A Nissan tinha optado por outro caminho com o novo R391 – um protótipo LMP (então a categoria principal) de cockpit aberto e com monocoue construída pela G-Force. animado por um bloco V8 aspirado de 5 litros – que ainda chegou a passar pela quarta posição, mas nenhum dos chassis presentes acabou por ver a bandeira de xadrez. Agora, tudo está preparado para a entrada em cena do revolucionário GT-R LM Nismo. A história segue dentro de momentos…

Tags: 24 Horas de Le MansNissan GT-R LM Nismo
José Luis Abreu

José Luis Abreu

Entre curvas e muito pó, descobri que o olhar treinado pela fotografia e a paixão pelos ralis só podiam levar a um destino: o jornalismo desportivo. E já lá vão mais de 30 anos…

Artigos relacionados

Pistas

Type R Legacy Cup: Ribas Motorsport impõe a sua lei em Portimão

by Fábio Mendes
20 Maio, 2026
Newsletter

Porsche Carrera Cup France: Manuel Alves e Gonçalo Fernandes com fim de semana desafiante

by Fábio Mendes
18 Maio, 2026
Next Post
24 Horas de Le Mans: Após 2 horas, Porsche domina treinos livres

24 Horas de Le Mans: Após 2 horas, Porsche domina treinos livres

Hélder Rodrigues perto do pódio do Rali da Sardenha TT

  • Últimas
  • Tendências
  • Comentários
CPR, Rali de Castelo Branco/PEC4: Rúben Rodrigues ainda mais líder…

CPR, Rali de Castelo Branco/PEC4: Rúben Rodrigues ainda mais líder…

19 Junho, 2026
CPR, Rali de Castelo Branco/PEC3: Rúben Rodrigues dilata liderança

CPR, Rali de Castelo Branco/PEC3: Rúben Rodrigues dilata liderança

19 Junho, 2026
CPR, Rali de Castelo Branco/PEC2: Rúben Rodrigues volta a vencer e destaca-se

CPR, Rali de Castelo Branco/PEC2: Rúben Rodrigues volta a vencer e destaca-se

19 Junho, 2026
CPR, Rali de Castelo Branco/PEC1: Rúben Rodrigues é o primeiro líder

CPR, Rali de Castelo Branco/PEC1: Rúben Rodrigues é o primeiro líder

19 Junho, 2026
Pierre Gasly vence GP de Itália de Fórmula 1

Pierre Gasly vence GP de Itália de Fórmula 1

164
GP Rússia F1: ‘Swing’ da Mercedes coloca Hamilton mais perto do penta

GP Rússia F1: ‘Swing’ da Mercedes coloca Hamilton mais perto do penta

157

GP da Bélgica F1: Hamilton vence e fica a duas de Schumacher

153
GP Azerbaijão F1: Segunda vitória de Valtteri Bottas

GP Azerbaijão F1: Segunda vitória de Valtteri Bottas

147

Sobre

Especialistas em automóveis, automobilismo e demais desportos motorizados há 48 anos.

Informação importante

Ficha técnica
Estatuto editorial
Política de privacidade
Termos e condições
Informação Legal
Como anunciar

Tags

António Félix da Costa Armindo Araújo Carlos Sainz Charles Leclerc Dakar Daniel Ricciardo F1 Fernando Alonso Ferrari FIA Fórmula 1 Fórmula E Lando Norris Lewis Hamilton Max Verstappen Mercedes Rali de Portugal Red Bull Sebastian Vettel Sébastien Loeb Sébastien Ogier WEC WRC

Grupo AutoSport

AutoSport
AutoMais
Clube Autosport

  • Purchase Now
  • Features
  • Demo
  • Support

© 2025 Autosport copyright

Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta abaixo

Forgotten Password? Sign Up

Create New Account!

Fill the forms below to register

All fields are required. Log In

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
No Result
View All Result
  • Login
  • Sign Up
  • CLUBE AUTOSPORT
  • F1
  • VELOCIDADE
  • RALIS
  • TT
  • +MOTORES
  • KARTING
  • HISTÓRICO
  • AUTO+
  • ASSINATURAS

© 2025 Autosport copyright