A Prime Promotion passou a ser o promotor do Open. Falamos com Pedro Marreiros, o grande impulsionador deste formato, juntamente com o Eng. Paulo Pinheiro, que nos deu mais pormenores:
“ O Open era uma das provas que estava sob a égide da ANPAC, que fez um trabalho muitíssimo meritório, mas que sempre se assumiu como especialista de provas de Clássicos. Quer eu, quer o Eng. Paulo Pinheiro, pela nossa atividade profissional e desportiva, temos uma ligação mais estreita com os carros mais recentes, digamos assim. Numa conversa causal connosco, a ANPAC e o Presidente da Federação, surgiu a hipótese de darmos uma ajuda, ideia que se foi desenvolvendo. Houve uma condição bem explicita nesta ajuda, que era fazer alguma coisa não como promotores, no sentido literal da palavra, com todo o respeito por todos os promotores, mas apenas dar uma ajuda ao desporto de que tanto gostamos. Para não haver nenhuma dúvida, as inscrições continuam a ser pagas à ANPAC mas nós ( eu e Eng. Paulo Pinheiro) passamos a ser promotores a 100%. Não vivemos disto e a única coisa que queremos é ajudar.”
BoP passará a ser aplicado
A questão do equilíbrio das máquinas sempre foi muito falado na primeira edição do Open, questão essa que deixará de ser problema com a aplicação de um Balance of Performance:
“Tentamos com o Kiko Mora e com o Ni Amorim, uma estabilidade ao nível de regulamentos. Temos um formato que considero fantástico, com duas corridas spint e uma de endurance, o que implica quatro fins de semana mas 12 corridas. Outra alteração importante é que passaremos a ter BoP (Balance of Performance). Esse BoP será feito através de lastro colocado nos carros e não por tempo na boxe como chegou a ser proposto. Neste aspeto fomos muito firmes porque achamos que paragens com tempo extra vão contra o espírito das corridas, que se querem com lutas em pista. Assim, faremos um BoP com lastro, para potenciar ainda mais as lutas em pista e que será definido por uma comissão da qual a Federação fará parte, com base no histórico da performance dos carros e dos circuitos onde já competiram. Sabemos, por exemplo que um TCR DSG é um segundo ou um segundo e meio mais lento que um TCR e sabemos quanto se perde, se colocarmos dez quilos no carro. Assim temos um modelo matemático fácil de aplicar.”
Marreiros deixou um aviso sobre o BoP:
“Temos de ter a noção que o objetivo do BoP é tentar equivaler as performances e não as tornar iguais, pois isso é muito complicado de se atingir. Mas queremos ter andamentos muito próximos, com a vantagem que o BoP pode ser alterado corrida a corrida, mediante os andamentos em pista. Não vamos equivaler o andamento de um TCR com um GT, pois não é isso que se pretende, mas queremos sim equivaler o andamento de um TCR DSG com um TCR. Queremos equivaler um Porsche 991 GT3 Cup a um Porsche 997. Isto vai permitir que pilotos com budget mais reduzido possam adquirir carros menos onerosos, mas que possam ter um andamento aproximado dos carros mais recentes, aumentando assim o interesse pela competição.”
“Temos que adaptar o automobilismo a nossa realidade. Se há quem tenha condições de comprar um carro de 2019 ou 2020, deve dar o passo e tentar a sua sorte noutros campeonatos. Mas para a nossa realidade, este modelo parece-me o mais adequado, se quisermos ter automobilismo em Portugal.”










