Reza a história que as conquistas portuguesas nunca foram fáceis para ninguém e o que se passou no passado fim de semana no GT Open em Barcelona é apenas mais um exemplo. É verdade que não era necessário tanto stress, é também verdade que o mais provável é que esse stress se possa prolongar porque a AF Corse APM Mónaco vai quase de certeza interpor recurso, mas todos os que viram o que se passou e detestam batotice ou chico-espertice só podem sentir vergonha alheia com o que fizeram os adversários de Henrique Chaves e Miguel Ramos.
Um dos carros da equipa ficou para trás e com uma volta de atraso, dificultou a progressão de Miguel Ramos, isto depois de ver seis vezes a bandeira azul. O outro, guiado por Vincent Abril, precisava de passar o piloto de Vila Nova de Gaia, dilatar o seu avanço para mais de dois segundos e vencer a corrida para ser campeão. Desesperado, decidiu meter o seu Ferrari 488 numa zona impossível do Circuito de Barcelona, e atirou com Miguel Ramos para a gravilha. Até pode não ter sido premeditado mas que foi uma manobra incrivelmente estúpida disso ninguém duvida, como não duvidaram os Comissários Desportivos, que atribuíram uma penalização de 10 posições, resultando isso no título para as cores portuguesas. Talvez Vincent Abril tenha tido apenas um ‘lapso cerebral’ momentâneo. Não sei. O que sei é que me custa ver gente que não olha a meios para tentar ganhar. Será que a sua consciência não os faz sentir vergonha? Só para que fique claro, se tivesse sido ao contrário o texto era exatamente o mesmo.










