Terceiro lugar em pista acaba anulado por irregularidade na pressão dos pneus
Filipe Albuquerque, Ricky Taylor e Will Stevens assinaram uma exibição sólida nas 12 Horas de Sebring, colocando o Cadillac V-Series.R n.º 10 da Wayne Taylor Racing no terceiro lugar à bandeira de xadrez, antes de uma irregularidade técnica levar à desclassificação da equipa.
Depois de uma corrida intensa e muito disputada na clássica da Florida, o trio celebrou inicialmente um lugar no pódio, mas as verificações pós‑prova detetaram uma não conformidade na pressão mínima regulamentar dos pneus, o que, de acordo com o regulamento desportivo, implica a exclusão imediata da classificação.
Num dos finais mais competitivos das últimas edições, o terceiro lugar chegou após uma ultrapassagem decisiva de Ricky Taylor já na fase final, coroando o bom nível exibido pela formação desde o início da temporada. O resultado parecia um prémio justo para o trabalho de afinação e consistência demonstrado ao longo das 12 horas, num traçado conhecido pelas enormes exigências mecânicas e físicas. A decisão dos comissários, porém, transformou a euforia em frustração, relegando o Cadillac n.º 10 para o fundo do pelotão de GTP.
“Fomos do céu ao inferno”: a reação de Albuquerque
A desclassificação foi particularmente dura para Filipe Albuquerque, que não escondeu a desilusão com o desfecho de um fim de semana em que sentiu ter dado um passo em frente em Sebring, circuito onde tem conhecido vários episódios ingratos ao longo da carreira. “Temos vindo a melhorar a performance de forma significativa e o pódio soube a vitória. Estava contente com todo o trabalho, mas ver esse resultado anulado devido a essa irregularidade deixou-me muito triste. Fomos do céu ao inferno, até porque essa falha regulamentar em nada nos beneficiou, mas regras são regras e devíamos ter cumprido”, afirmou o piloto português.
Albuquerque sublinhou que a equipa irá agora analisar em detalhe os dados para evitar que a situação se repita. “Apenas posso dizer que é frustrante e que, mais uma vez, parece que as coisas não estão alinhadas a nosso favor.
A equipa irá agora analisar internamente os dados para garantir que estas discrepâncias técnicas não se repitam nas próximas etapas da temporada”, acrescentou. Apesar do golpe, o conimbricense fez questão de destacar o trabalho do conjunto: “Temos um carro perfeito, não temos quaisquer problemas. Só tenho de agradecer à equipa, aos nossos patrocinadores e ao Ricky e ao Will por todo o trabalho fantástico que fizeram.”
Foco já apontado à próxima ronda em Long Beach
Apesar da desclassificação, a prestação em pista deixou sinais claros de que o Cadillac n.º 10 tem andamento para lutar pelos primeiros lugares ao longo do campeonato IMSA. O ritmo demonstrado, a capacidade de recuperar posições e o pódio conquistado em pista reforçam a confiança interna na Wayne Taylor Racing, que encara o episódio como um alerta técnico e não como um travão às ambições desportivas.
Com o capítulo de Sebring encerrado nos bastidores, Albuquerque, Taylor e Stevens viram já atenções para a próxima ronda, marcada para 17 e 18 de abril em Long Beach, onde pretendem transformar a frustração em motivação adicional. A meta, assumida pelo próprio piloto português, passa por regressar ao pódio – desta vez sem reservas nas verificações técnicas – e confirmar que o Cadillac V-Series.R tem argumentos para estar, de forma regular, entre os candidatos às vitórias na época de 2026.










