Oliver Rowland conquistou este sábado a vitória na Corrida 10 da Fórmula E, em Monte Carlo, resultado que permite ao piloto da Nissan subir ao segundo lugar do campeonato de pilotos. Numa corrida marcada pela gestão de energia e pela leitura estratégica do pelotão, o britânico partiu de oitavo e recuperou até ao triunfo nas ruas do Principado, somando a sua segunda vitória no Mónaco ao volante de um monolugar da categoria.
No final da prova, Rowland sublinhou o peso simbólico do resultado num dos palcos mais emblemáticos do automobilismo. “Acho que é o sonho de qualquer piloto vencer em Mónaco”, afirmou. “Consegui-o na Fórmula 2, voltei a consegui-lo no ano passado e nunca sabemos se vai voltar a acontecer. É uma sensação muito especial.”
Estratégia e paciência decisivas
A vitória da Nissan construiu-se longe de qualquer impulso precipitado. Rowland explicou que a corrida exigiu disciplina, sobretudo numa fase inicial em que vários adversários optaram por atacar cedo. “Tive de ser disciplinado em termos de energia. Houve muitos pilotos a atacar muito cedo, mas isso até acabou por tornar a corrida um pouco mais segura para quem estava na minha posição”, disse.
O britânico admitiu que o desenrolar da prova fugiu ao cenário inicialmente previsto pela equipa. A ativação precoce do Attack Mode por Nico Müller, logo nas primeiras voltas, alterou o equilíbrio estratégico e obrigou o grupo da frente a aumentar o ritmo. Segundo Rowland, essa decisão impediu que os líderes controlassem a corrida da forma habitual e acabou por abrir uma janela de oportunidade para quem soube conservar energia.
“O Nico criou uma diferença e isso obrigou os pilotos a responder. Não podiam abrandar demasiado”, explicou. Embora tenha considerado que a corrida foi “interessante”, sugeriu que os líderes poderiam ter abordado a gestão táctica de forma diferente se tivessem uma nova oportunidade.
Gestão de energia abriu caminho ao ataque final
Rowland revelou que seguiu de perto os objetivos definidos pela equipa, ainda que a fase de poupança tenha sido mais longa do que o esperado devido ao ritmo elevado. “Estive basicamente a cumprir os meus números”, afirmou, acrescentando que a Nissan o foi mantendo informado sobre a vantagem energética, fator que se revelou determinante para atacar nas voltas finais.
Attack Mode bem cronometrado
A utilização do Attack Mode foi, de resto, uma das chaves da vitória. O piloto explicou que a primeira ativação partiu da sua própria leitura da corrida, para evitar perder posições, enquanto a segunda foi decidida pela equipa após o período de Full Course Yellow: “Os primeiros dois minutos foram uma escolha minha, porque não perdi posição ao ativar, e isso pareceu-me importante”, disse. “Depois disseram-me para ir diretamente após o Full Course Yellow, por isso acabou por ser uma combinação das duas coisas.”
Com este triunfo, Rowland reforça a candidatura ao título e confirma-se como um dos nomes em destaque da temporada, voltando a impor-se num circuito onde a precisão, a paciência e o tempo de ataque fazem frequentemente toda a diferença.












