O vencedor da primeira corrida do E-Prix de Misano, António Félix da Costa foi desclassificado por uma infração técnica, na sequência de uma investigação da FIA, que deu como provado que a mola amortecedora do acelerador não estava em conformidade com os regulamentos, não tendo sido um dos três componentes facultativos declarados.
Desta forma, o piloto luso da da TAG Heuer Porsche Formula E Team fica sem o primeiro posto alcançado após uma corrida inteligente, passando Oliver Rowland, da Nissan Formula E Team, que cruzou a linha de meta em segundo lugar, a herdar a vitória. A equipa germânica vai recorrer da decisão da FIA.
Segundo o documento dos Comissários da FIA, “nas verificações pós-corrida, a mola do amortecedor do acelerador montada no carro 13 durante a corrida não estava em conformidade com um dos 3 itens opcionais declarados no documento do Catálogo da Spark para a Gen3 [a atual geração de carros].
Na decisão da FIA, pode-se ler que “o chefe de equipa e o representante do construtor explicaram que, desde o início da época 9, não alteraram a mola do amortecedor do acelerador”, acrescentando que “o chefe de equipa aceitou que a peça selada, tal como consta do anexo do Relatório Técnico 13, foi montada no carro 13 [António Félix da Costa] e foi selada na presença do mecânico-chefe da equipa. O chefe de equipa afirmou também que na lista Spark (pedais) a peça selada não está listada”.
Ainda assim, o responsável da Porsche “explicou que, normalmente, as alterações do catálogo Spark são destacadas para que todos possam ver as alterações, mas não as remoções” com o Delegado Técnico da FIA a confirmar “este procedimento”.
Diz o documento dos Comissários Desportivos do E-Prix de Misano, que “os representantes da Spark confirmaram que esta peça constava da lista de peças dos carros GEN2, mas não do atual carro GEN3. Confirmaram igualmente que a retirada de peças desse catálogo não é assinalada nem anulada”. No entanto, recorda a FIA que “o concorrente é responsável pela conformidade da viatura e, mesmo que não haja vantagem em termos de desempenho, a viatura tem de cumprir os regulamentos (artigo 1.3.3 do Código Desportivo Internacional). Devido a este resultado, o carro tem de ser desclassificado da corrida e os carros seguintes sobem na classificação”.
A TAG Heuer Porsche Formula E Team declarou a sua intenção de recorrer, tem 96 horas para confirmar.
Com a desclassificação de Félix da Costa, Oliver Rowland herda o primeiro lugar, somando – se o recurso da Porsche não surtir efeito – a primeira vitória do piloto britânico e da equipa na Fórmula E desde o E-Prix de Berlim em 2020. Como os pilotos sobem na classificação final da corrida, isso também promove Maximillian Günther à última posição do pódio.









