Um final inesperado e atípico na primeira corrida de Fórmula E em Valência. Depois de ter liderado a corrida durante a grande maioria da prova, António Félix da Costa caiu para sétimo por causa da gestão de energia.
Os pilotos tiveram de enfrentar uma pista molhada, pois a chuva resolveu mesmo cair dos céus de Valência, palco da primeira corrida em circuito permanente da Fórmula E.
António Félix da Costa (DS Techeetah) largava da primeira posição depois da penalização de Stoffel Vandoorne (Mercedes) por uso indevido de pneus. Também já com uma penalização “trazida” de Itália, Nyck de Vries (Mercedes) caía para o sétimo posto depois da qualificação. O português via a sua tarefa ligeiramente facilitada, com o arranque da prova a ser feito atrás do Safety Car.
Our first Full Course Yellow is brought out by @Sebastien_buemi after @Andre_Lotterer tagged the @Nissanedams driver…
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A primeira volta acabou em caos, com um toque entre André Lotterer ( Porsche, que seria penalizado com um Drive Through) e Sébastien Buemi (Nissan) que levou ao primeiro Full Course Yellow da corrida com o Safety Car a entrar pouco depois para retirar o carro de Buemi.
A chuva abatia-se sobre a pista com alguma intensidade quando a corrida recomeçou, com Félix da Costa na frente, seguido de Max Gunther (BMW) e Alex Lynn (Mahindra), com De Vries e Norman Nato (Venturi) a fechar o top 5. O português largou bem e ganhou uma vantagem saudável para Gunther.
De Vries começou a aumentar o ritmo e passou por Lynn e Gunther depois de duas excelentes ultrapassagens. A luta entre Lynn e Gunther mantinha-se quente, com o piloto a Mahindra a passar para terceiro, levando a melhor sobre o Gunther.
António Félix da Costa era o mais rápido em pista quando faltavam 30 minutos para o fim da corrida, mas de Vries começou a atacar mais, respondendo ao bom ritmo do português, numa luta à distância que suscitava muito interesse. Mais atrás Vandoorne já era 14º à nona volta, depois de ter largado do último posto.
Wheel-to-wheel racing in the wet for third place between @alexlynnracing and @maxg_official!
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A luta entre Lynn e Gunther mantinha-se animada, mas o piloto da BMW borrou a pintura pouco depois, com uma saída de pista na volta 10 que levou à entrada do Safety Car, diluindo a vantagem de quase cinco segundos que Félix da Costa tinha para De Vries.
No recomeço, Félix da Costa não conseguiu descolar de De Vries, enquanto Lynn, Alex Sims (Mahindra) e Oliver Rowland (Nissan) mantinham-se no top 5, com dois Mahindra nas cinco primeiras posições. De Vries continuava atrás de Félix da Costa, numa jogada estratégica orquestrada pelo seu engenheiro, pressionando o campeão português.
De Vries foi o primeiro a ir ao Attack Mode, pouco antes de Sérgio Sette Câmara sair de pista, o que levou a nova entrada do Safety Car, numa altura em que Mitch Evans desistia da corrida, depois de ter dado o toque que levou Sette Câmara para fora de pista.
A pouco mais de dez minutos do fim da prova, o Safety Car saiu de pista. Félix da Costa usou o Fan Boost para se afastar do piloto da Mercedes e para passar pelo segundo Attack Mode, mantendo-se na frente da corrida o que parecia garantir a vitória, embora faltassem ainda oito minutos.
.@afelixdacosta proving why he is a Formula E Champion, activating his FANBOOST to bridge a gap to @nyckdevries and then going for ATTACK MODE…
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Mas a cinco minutos do fim nova saída de pista, desta vez de André Lotterer, que não evitou um toque em Edoardo Mortara, o que levou a mais uma entrada do Safety Car. Destaque na fase para Sam Bird, que recuperou 12 lugares na corrida. Félix da Costa, De Vries, Sims, Rowland e Robin Frijns (Virgin) eram os cinco primeiros, antes do Safety Car regressar às boxes, permitindo assim duas voltas finais.
Como a cada entrada do SC, foi retirada energia aos carros, mas isso significou que houve necessidade de muita gestão de energia e Félix da Costa foi obrigado a levantar o pé de forma dramática entregando a vitória a de Vries. A grande maioria dos carros ficou com 0% de energia e poucos foram os que acabaram com alguma energia, o que virou do avesso a tabela classificativa. Da Costa ficou com 0% de energia na última volta, enquanto Nyck de Vries venceu a corrida, seguido de Nico Muller (Dragon) e Stoffel Vandoorne que depois de largar de último e ser penalizado com cinco segundos depois de um toque na corrida ainda conseguiu um lugar no pódio.
The finish… but not the finish. This is why energy management is perhaps THE most important aspect of Formula E#DHLValenciaEPrix @DHL_Motorsports pic.twitter.com/nDeYQvK08H
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Foi uma corrida estranha, com o teórico vencedor a acabar em sétimo e com 12 pilotos não classificados ou desclassificados. As equipas terão sido apanhadas desprevenidas na gestão de energia, numa pista relativamente nova, apesar de ser usada nos testes com uma configuração ligeiramente diferente, o que levou às cenas que muitos pensavam ser inimagináveis no final. Pensou-se que numa pista permanente as entradas do Safety Car fossem menos regulares mas tivemos muitas interrupções e as consequentes diminuições na energia disponível. Félix da Costa fez uma corrida muito boa, mas não terá conseguido gerir tão bem a energia, algo em que é muito forte, e perdeu a hipótese de dar o salto na classificação. Vandoorne também estava a fazer uma boa corrida até ao toque que levou à sua penalização, mas ainda assim acabou no pódio com este final dantesco que irá dar ainda que falar, tal como Nico Muller (que teve uma saída de pista e teve um Drive Through) que não seria aposta para terminar no pódio no início da corrida. Sabíamos que a Fórmula E é uma prova de velocidade em que a gestão de energia é o centro das atenções, mas nunca imaginamos que a gestão de energia tomasse proporções tão dramáticas.
Sam Bird limitou os danos, depois de uma qualificação muito má e conseguiu pontos que podem ser importantes no futuro depois de uma grande recuperação. Nick Cassidy e René Rast que estavam longe da frente acabaram no top 5 aproveitando para ganhar bons pontos.
André Lotterer está a fazer um começo de época péssimo e acumula erros atrás de erros.
Nota final para a Mercedes que foi melhor que a concorrência por larga margem e conseguiu gerir a corridas dos seus pilotos da melhor forma.














Ainda querem ter adeptos com estas regras de @erda, os carros não aguentam a distância por deficiência da tecnologia, não precisam de agravar isso com as regras de safety car onde descontam mais energia do que se não houvesse safety car. Um gajo que tivesse umas quantas voltas de atraso para poupar energia pode ganhar nestas condições se os outros forem todos desclassificados por falta de energia.
Mais um safety car nesta corrida, nem os Mercedes chegavam ao fim.
A Formula E perdeu-me a mim como seguidor após esta corrida. Presumo que não vá ser o único.
dois
Três, amanhã fico a dormir em vez de ver treinos livres e vou ver ciclismo em vez da corrida.
Custa muito, mas as regras são iguais para todos. Safou-se quem geriu melhor a energia. E a culpa foi do Mazepin. Ops, do Loterer, queria eu dizer, que tirou o dia para estragar a corrida a toda a gente. A Fórmula E tem regras muito bem definidas, mas muito drásticas. Esta de retirar energia aquando do safety car, tem alguma lógica, mas deveria ter um limite máximo a retirar, independentemente de quantas vezes o SC entra em pista. Se entrar uma ou duas vezes, os pilotos terão tempo de regenerar, mas hoje, com SC de cinco em cinco minutos (estou… Ler mais »
Em todas as epocas anteriores sempre que existiu um safety car nas ultimas voltas nao foi aplicada a reducao de energia, ou pelo menos na totalidade, para eveitar este tipo de situacao, atras do safety car os pilotos nao podem regenerara e arriscan-se a nao ter como gerir. Honestamente não percebo o porque de fazer sentido retirar energia, percebo que exista uma limitação de maximo de energia para a corrida que tem de ser gerida ao longo da corrida e isso deveria contar com todos os imprevistos e situacões de corrida. Esta regra só prova que o objetivo da direcção… Ler mais »
Já não me lembro como foi nas outras épocas, mas acredito que vai haver muita pressão para alterar a regra.
Quando olhei para a televisão faltavam dois minutos para acabar a prova, e sinceramente mais valia não ter olhado.
O que vi foi a negação de tudo o que deve ser uma corrida de automóveis.
E não, não foi pelo facto do Costa ter perdido a prova naqueles últimos momentos. Aliás para mim o Costa só está a perder tempo nesta categoria, talvez por falta de outras opções.
Mas isto é muito mau. É só percentagens, regras e manobras que ninguém entende.
Enquanto me lembrar desta não estou com ideias de ver mais nenhuma…
Esta “Espécie de corridas” levam o conceito de circo andante à sua real expressão.Mais uma vez.
Que final estupido, quem decide quanta energia se tira nos periodos de SC, é baseado em quem tem mais energia ou no que tem menos, em matemáticos que quase acertam ?, que porcaria de corrida, uma competição automovóvel em quem anda mais devagar deve ser o próximo passo, nessa contem comigo, que tenho boas hipóteses de ganhar, Scaletrix sem pilhas no seu melhor, as equipas não reclamaram quanto à energia retirada no último SC ? foi triste ver uma corrida na ultima volta em que grande parte dos carros andvam a 30 para ver se conseguiam ver a bandeira, e… Ler mais »
Uma corrida toda à chuva (portanto muito mais lenta), com várias voltas atrás do sc, e mesmo assim a maioria dos carros não teve energia até ao fim?!!! Que @erda de corrida de carros é esta?
pq cada vez que ha SC é retirada energia, e porque seguem a velocidade reduzida não existe regeneração suficiente para ir carregando as baterias, que é o que permite que consigam normalmente chegar ao final da corrida sem exceder o consumo de energia e ainda assim lutar por posições em pista. Em piso seco há maior regeneração pq podem forçar a desaceleração com o motor, no molhado a regen é inferior porque a travagem tem de ser mais suave. Isto ano seria problema com 1 ou 2 SC, mass com 5 SC a redução de energia foi grande, e a… Ler mais »
O que se passou foi um erro crasso da DS Techeetah e do AFC, em particular, que não souberam gerir a prova no final, percebendo que era preciso ir mais devagar para fazerem só mais uma volta. Nove segundos e teriam a prova ganha e nesta altura o António estaria no 2.º lugar do campeonato. Espero que tenham aprendido. Mas amanhã é outro dia e tudo pode correr bem. Mas os Mercedes este ano estão muito bem e consistentes, vai ser uma grande luta. Tudo é possível.
Por acaso foram 15s mas sim podia ter feito, no entanto ate hoje sempre que houve um SC nas ultimas duas voltas nunca foi retirada energia, ou foi apenas parcial pelo que era com isso que as equipas contavam. Porque desta vez resolveram aplicar as regras a risca é algo que só a direção de corrida pode explicar mas é dificil de compreender ainda por cima num circuito por sí só já complicado para a regeneração, á chuva onde os pilotos não conseguem usar tanto a regeneração (que aplica força apenas no eixo traseiro ou seja trava apenas as rodas… Ler mais »
Sim, mas houve ali uma falha de comunicação entre piloto e equipa. Não creio que as equipas estavam a contar com uma coisa que não se veio a verificar. Há regras rígidas para isso e, como se sabe, tolerância zero. Temos todos pena que tenha acontecido assim. Deviam mudar alguma coisa nessas regras. Isto não pode ser só uma prova de regularidade. E se o director da DS diz que “o director de prova tem a opção de reduzir o volume de energia após uma neutralização com um Safety Car, mas não é uma obrigação” então ainda estamos pior. É… Ler mais »
Erro deles e dos restantes 15 carros, tirando os Mercedes e o Muller que andou pelos últimos sempre em pelotão. Eu nem tão cedo volto a ver fe (letra minúscula de propósito).
O AFC arrastou todos para o poço da morte. :-p
Que total parvoíce. Ainda por cima a maioria dos safety cars pareceram-me desnecessários, tinha chegado full course yellow, diria eu, na maioria dos casos os carros ficaram parados em zonas sem grande perigo. Fórmula E assim não!!!
É á americana, assim cria-se espetaculo (falso).
Também não percebo porque não podem arrancar da grelha com a pista molhada…
Essa é fácil, foi para evitar que o Loterer pusesse meia grelha de fora, logo na largada. 🙂
Ridículo!!!!