Três grandes construtores alemães anunciaram a sua saída da Fórmula E: Audi, Mercedes e BMW. Para além de terem bastante importância na competição, são 3 dos maiores fabricantes de veículos do Mundo, mas na opinião de António Félix da Costa, piloto da DS Techeetah, e Mark Preston, CEO da estrutura, isso não implica que a série vá “abanar”, já que o caminho que tem vindo a ser seguido é o correto, na opinião dos dois.
Mark Preston disse ao AutoSport que a Fórmula E está do lado certo da mudança que ocorre no Mundo. “Julgo que todos sabemos que os construtores entram e saem, acredito que faz parte da competição. O que vemos no mundo atualmente, esta mudança no mundo automóvel, marcas chinesas a chegarem à Europa, a Tesla a continuar a crescer, a Rivian e outras nos EUA. Talvez seja a hora errada para sair, porque estamos a chegar ao ponto crítico dos veículos elétricos, pelo menos é assim que eu vejo. O futuro é brilhante porque o Mundo está a mudar. Penso que estamos no sítio certo, especialmente aqui na Fórmula E”.
Para o piloto português da DS Techeetah, que vai tentar revalidar o título alcançado em 2020, a competição está forte o suficiente para aguentar o “murro” da saída dos 3 construtores. “Obviamente, não é uma coisa positiva para a série, mas todos os campeonatos têm ciclos. Sei que a Fórmula E tem poder suficiente, nome suficiente, reputação suficiente, talento suficiente para absorver este golpe, um murro na cara como este e ficar de pé. Por isso, não estou preocupado. Temos os tipos certos à nossa volta. A organização, Alberto [Longo], Alejandro [Agag], Liberty, Jamie Reigle, para se certificarem que voltam a colocar o campeonato em marcha e recuperam, inscrevendo alguns novos construtores e procurando a próxima grande coisa. Já temos o “Attack Mode”, temos o Fanboost, a nova geração adora isto e tenho a certeza que vamos continuar a inovar”.









