Deixamos para o fim a equipa que mais nos interessa. A Porsche entrou para 2023 com vontade de mostrar que pode ser uma equipa que luta pelo título. Mas voltou a cometer erros do passado. A Porsche já tinha mostrado noutras alturas que tinha potencial e performance, mas por algum motivo nunca conseguiu materializar esse potencial. Este ano, mostrou mais do que potencial. Mostrou que pode de facto lutar pelo título, que tem carro para isso e que tem pilotos para o fazer. Voltou a claudicar no final da época. Pascal Wehrlein passou de principal candidato ao título a “outsider” à medida que a época avançou (acreditamos que na posição do alemão, Félix da Costa teria aguentado um pouco mais na luta pelo título). António Félix da Costa pagou demasiado caro o preço da adaptação a uma nova realidade no arranque da época. No final, fica um quarto lugar (que pode vir ainda a ser terceiro) algo amargo, pois havia qualidade para mais. Mas fica também o sinal claro que a equipa tem uma base muito melhor do que nos anos anteriores. Um carro mais competitivo, uma dupla mais equilibrada e mais competitiva e a experiência que se vai acumulando. Podia ter sido melhor, mas se a Porsche evoluir como todos esperamos, podemos voltar a sonhar.
Vitórias – 4 (Pascal Wehlrein – 3/ António Félix da Costa – 1)
Pódios – 7 (Pascal Wehlrein – 4/ António Félix da Costa – 3)
Pontos – 242 (Pascal Wehlrein – 149/ António Félix da Costa – 93)










