Yohan Rossel conquistou a sua terceira vitória da temporada no WRC2 e a primeira em pisos de terra no Rali do Chile, terminando a prova à frente de Robert Virves, num fim de semana em que o piloto estónio deu um passo significativo rumo à conquista do título de 2026.
Depois de vencer todas as especiais disputadas no sábado e de construir uma vantagem de quase um minuto, Yohan Rossel adotou uma condução controlada na etapa final de domingo para garantir o triunfo. Este resultado assinala a primeira vitória da Lancia em pisos de terra desde o regresso oficial ao WRC esta temporada.
Sem aspirações realistas de lutar pela liderança e dispondo de uma margem superior a meio minuto sobre o perseguidor direto, Robert Virves optou por uma estratégia sem riscos aos comandos de um Škoda Fabia RS Rally2. Com esta exibição, o estónio assegurou o título no WRC2 Challenger e reforçou a liderança nas contas gerais do WRC2.

À entrada para o Rali da Sardenha no próximo mês, apenas Teemu Suninen matematicamente pode impedir Virves de erguer o troféu, com o estónio a dispor de uma vantagem de 41 pontos sobre o seu único adversário remanescente. Como se percebe, seria necessário um ‘cataclismo’ para Virves perder o título.
Pódio e fecho do top 10
Gus Greensmith assegurou o terceiro lugar e o seu segundo pódio consecutivo, levando o melhor Toyota GR Yaris Rally2 até aos lugares cimeiros. O britânico beneficiou dos azares de Taylor Gill, que sofreu uma deslaminação de pneu na penúltima especial de sábado quando lutava pelo pódio. Apesar do contratempo, Gill completou a prova de domingo sem novos incidentes e terminou no quarto posto, igualando o seu melhor resultado de sempre no WRC2.
Na quinta posição ficou o múltiplo campeão chileno Jorge Martínez, que resistiu à pressão de Diego Domínguez para assegurar o lugar por uma margem de apenas 6,8 segundos. O piloto do Paraguai liderou um trio de representantes da casa composto por Alberto Heller, Emilio Rosselot e Pedro Heller, com Adrien Mosca a encerrar o grupo dos dez primeiros.
No WRC Masters Cup, Miguel Granados terminou na 11.ª posição da geral e garantiu o triunfo na categoria. O mexicano reduziu para 15 pontos a diferença para Johannes Keferböck, agendando um duelo direto pela decisão do título na Sardenha, uma vez que ambos selecionaram a ronda italiana como a sua última prova pontuável da época.
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