Pascal Wehrlein selou o seu nome na história do automobilismo ao conquistar o seu primeiro título mundial na Fórmula E, em 2024, após uma temporada marcada por corridas e triunfos memoráveis, reviravoltas dramáticas e uma consistência invejável. O piloto alemão da TAG Heuer Porsche iniciou o ano em grande forma, mantendo o domínio do México à abertura da temporada e, ao longo do campeonato, mostrou resiliência diante dos altos e baixos que definem a imprevisível natureza das corridas. Com três vitórias cruciais e uma regularidade impressionante, Wehrlein superou adversários fortes como Mitch Evans e Nick Cassidy para alcançar a tão almejada coroa de Pilotos, consolidando a sua trajetória de sucesso desde o karting até o topo.
Pascal Wehrlein arrancou a temporada em boa forma na Formula E, mantendo o seu domínio do México para converter a pole position num quinto triunfo da sua carreira na competição de abertura, enquanto lançava corajosamente o desafio aos seus 21 fortes adversários.
O piloto da TAG Heuer Porsche, colega de equipa de António Félix da Costa, foi protagonista da luta pelo título durante toda a temporada, embora só voltasse a vencer em Misano, três meses mais tarde, beneficiando de um erro de cálculo de energia de Oliver Rowland, para ultrapassar o britânico, quando estava quase à vista a bandeira axadrezada, em Itália.
O resultado representou uma reviravolta notável em relação às 24 horas anteriores, quando uma colisão com Jean-Ric Vergne tinha deixado Wehrlein de mãos a abanar. Estes altos e baixos são típicos da famosa natureza imprevisível da Fórmula E.
Apesar de ter perdido a liderança do campeonato em casa, em Berlim, quando a Jaguar começou a andar à ‘caça’ de metade da época, uma série de quatro resultados consecutivos entre os cinco primeiros, incluindo um pódio em Xangai, manteve o alemão firmemente na luta.
Um furo provocado por contacto na segunda corrida, na China, ameaçou fazer descarrilar o desafio pelo título de Wehrlein, deixando-o a 25 pontos do topo da tabela, quando faltavam apenas quatro eventos, mas um quarto lugar em Portland trouxe-o de volta à luta, e o piloto de 30 anos entrou no final da jornada dupla em Londres a apenas 12 pontos do topo da classificação.
A vitória no dia de abertura na capital britânica levou-o a aumentar o ritmo, e o segundo lugar 24 horas mais tarde, quando os rivais da Jaguar, Nick Cassidy e Mitch Evans, ficaram sem hipóteses, garantiu a Wehrlein a cobiçada coroa de Pilotos.

Recordando um pouco o que tem sido a carreira de Pascal Wehrlein, o almão começou a andar de kart aos oito anos, vencendo vários campeonatos regionais antes de passar para as fórmulas juniores em 2010. Ganhou o seu primeiro campeonato no ADAC Formel Masters em 2011, antes de passar para a Fórmula 3 Euro Series, onde foi vice-campeão na sua época de estreia. Depois mudou-se para as corridas de carros de turismo em 2013, assinando com a Mücke no DTM. Mudou-se para a HWA na época seguinte, batendo vários recordes antes de vencer o campeonato em 2015, tornando-se o mais jovem campeão de sempre do DTM, com 20 anos.
Membro da Mercedes Junior Team desde 2014, Wehrlein assinou pela Manor em 2016, fazendo a sua estreia na Fórmula 1 no Grande Prémio da Austrália. Marcou o único ponto de campeonato da Manor no Grande Prémio da Áustria, antes de se mudar para a Sauber em 2017. Depois de falhar as duas rondas iniciais na sequência de uma lesão na Corrida dos Campeões, Wehrlein conseguiu mais pontos em Espanha e no Azerbaijão.
Apesar de ter marcado todos os pontos da Sauber nessa época, foi substituído por Charles Leclerc em 2018, pondo fim à sua carreira na Fórmula 1.
Depois de outra temporada no DTM com a Mercedes, Wehrlein mudou-se para a Fórmula E para a temporada 2018-19 com a Mahindra, permanecendo com a equipa até o ePrix de Marrakesh de 2020 antes da sua saída a meio da temporada. Juntou-se depois à Porsche em 2020, conquistando a sua primeira vitória no ePrix da Cidade do México de 2022 antes de obter várias outras vitórias ao longo da sua campanha de 2022-23. Em 2024, Wehrlein ganhou o seu primeiro Campeonato do Mundo, depois de vencer três ePrix no meio de uma renhida luta pelo título com Mitch Evans.









