Parece que tanto a Audi com a BMW foram surpreendidas pela decisão da Mercedes deixar o DTM no final de 2018, já que ambas estão a avaliar a situação antes de também elas anunciarem o que vão fazer de acordo com o novo contexto. Isto porque ambas vão avançar para a Fórmula E, como a sua rival, mas não tinham planeado abandonar o Campeonato Alemão de Carros de Turismo.
Sabe-se que a BMW está envolvida em várias frentes, pois para além de ingressar na Fórmula E na próxima época também regressará ao Campeonato do Mundo de Endurance com o programa envolvendo o novo M8 GTE, sendo o DTM a terceira frente do seu envolvimento desportivo em 2018. Sem a Mercedes em competição dentro de dois anos talvez faça menos sentido à marca de Munique manter-se pelo Deutsche Tourenwagen Masters.
Já Audi deixou o FIA WEC no final de 2016, apostando na Fórmula E e mantendo o seu envolvimento no DTM, considerado de importância estratégica, apesar de para esta temporada os três construtores terem reduzido a sua presença com uma grelha de 18 carros, considerado por Gerhard Berger – o novo ‘homem-forte’ da ITR – como o número mínimo para o campeonato sobreviver.
“Lamentamos a decisão da Mercedes de se retirar do DTM depois de 2018”, afirmou Dieter Gass, diretor da Audi Motorsport, acrescentando: “As consequências para a Audi no campeonato para já não são claras. Para a Audi fazer parte da mais importante competição de carros de turismo é uma parte vital da sua estratégia no desporto automóvel. Vamos ter de analisar a nova situação e toda a gente envolvida para encontrar uma solução ou possíveis alternativas ao DTM”. Já Jens Marquardt, pelo lado da BMW, afirmou lamentar o sucedido referindo apenas que a marca tem “de avaliar esta nova situação.










