A informação foi conhecida um pouco antes de tempo, mas a verdade é que só hoje foi oficializada a saída de António Félix da Costa do DTM no final deste ano. Depois de três anos no Campeonato Alemão de Turismos, no qual se tornou o único piloto português a vencer uma corrida, “Félix da Costa quer agora dedicar-se a tempo inteiro à Fórmula E e a outros projetos internacionais” da marca alemã.
A BMW confirmou que Félix da Costa vai continuar a “fazer parte da família”, e será envolvido em projetos que ainda não se podem tornar públicos. Contudo, o piloto português tem o futuro assegurado, e não só na Fórmula E: “Vou para a Andretti in Formula E e passo para já a focar-me somente neste campeonato. Tanto a Fórmula E como o DTM são tão grandes que necessitam de foco total, e já não estava a fazer o melhor possível ambas”.
Quanto à saída do campeonato alemão, o piloto luso diz que “saio do DTM com o sentimento de uma missão incompleta, venci uma corrida e obtive outros bons resultados, mas sinto, como piloto que não consegui de tirar o máximo do meu potencial nesta competição. Mas estou contente porque aprendi muito”, disse Félix da Costa que referiu uma questão que muito colocam, e que já não é de agora: “Já estive na frente, a meio no final da tabela, mas isto sucedeu com quase todos os pilotos exceção feita ao Marco Wittmann, que deve ter algo especial que os outros 23 pilotos não têm e lutam para encontrar e é por isto que saio do DTM um pouco triste, porque saio sem encontrar uma explicação. Mas ainda temos dois fins de semana pela frente, e muito para alcançar”.
Àparte da Fórmula E, o futuro deve passar quase de certeza pelos GT, não só pelas experiências já realizadas esta temporada, mas sobretudo porque o piloto revelou recentemente ao AutoSport que existiriam novidades “em breve”, confirmando, ao mesmo tempo, a ‘transferência’ para uma nova equipa na Fórmula E e o que esta representa. Sabe-se ainda que a BMW planeia ingressar no WEC em breve, abrindo-se aqui mais uma oportunidade para o piloto.
Para terminar, Félix da Costa referiu que “sinto-me muito contente por ter representado a BMW no DTM nos últimos três anos, num campeonato que é dos mais competitivos do mundo e onde o nível de pilotos é altíssimo. A verdade é que me adaptei muito bem ao DTM, senti-me confiante desde o início em 2014, onde obtive um dos melhores resultados de qualificação de sempre de um rookie. Tive grandes momentos no DTM, com uma vitória como ponto mais alto, mas também pole positions e alguns pódios, e gostei muito de trabalhar com os meus companheiros de equipa. Juntos conquistámos um título de marcas e estamos na luta por outro este ano. Agora, decidimos colocar todos os meus esforços na Fórmula E e num futuro projeto internacional da BMW, que me deixa muito orgulhoso por fazer parte e que vai também exigir muito do meu tempo. Estou feliz com a minha decisão e estou obviamente muito contente por continuar como piloto oficial da BMW”.
Também Jens Marquardt, diretor da BMW Motorsport, se manifestou sobre a decisão de António Félix da Costa: “Os fãs do DTM vão certamente sentir a falta do António nas corridas. Ele conseguiu ganhar a atenção dos adeptos com o seu estilo de condução espetacular. De qualquer forma, ele vai continuar como piloto oficial da BMW e isso deixa-me muito contente, porque, além de um piloto com um enorme talento, o António é um dos melhores pilotos em corrida que alguma vez vi. Tenho a certeza que ele tem um grande caminho pela frente e vai dar aos fãs e à BMW grande resultados no futuro”. O piloto português tem assim quatro corridas para se despedir do DTM, duas já este fim de semana, na Hungria, e outras duas na ronda final de Hockenheim.










