O desafio técnico que é competir no Circuito de Vila Real foi sentido na ‘pele’ por Manuel Gião e Ricardo Gomes. A dupla do Seat Leon TCR teve um fim de semana muito duro no traçado transmontano, onde se disputou mais uma prova do TCR Portugal/Ibérico. E os resultados espelharam isso mesmo.
Sabe-se que nos circuitos citadinos qualquer distração se ‘paga’ caro, com os danos resultantes de um embate do carro com os rails. Ricardo Gomes experimentou os desafios do circuito na primeira corrida, para a qual arrancou da oitava posição da grelha de partida. Na chicane de Mateus o piloto de Braga falhou uma travagem seguiu em frente acabando por danificar o radiador do Seat num dos corretores do traçado. Apesar de ter parado imediato os danos no motor já se tinham feito sentir, ditando o abandono.
“Sabíamos que este circuito não perdoa qualquer erro e foi isso que sofremos na ‘pele’. Estava com um ritmo interessante, mas deixei o carro escorregar um pouco de mais de frente e segui em frente na chicane. Ao passar pelas lombas de delimitação a violência foi elevada e o radiador cedeu”, explicou Ricardo Gomes, que lamentou também ‘condenado’ o seu companheiro de equipa a ficar fora da segunda corrida. Isto depois do piloto de se ter qualificado para o sexto lugar da grelha de partida.
Conformado, Gião ficou naturalmente desiludido, pois sentia que podia ter saído de Vila Real com um bom resultado: “Nestes circuitos estas situações são sempre uma possibilidade. O Ricardo (Gomes) estava a dar o seu melhor e são coisas que acontecem. Num circuito permanente tudo seria benigno, aqui há sempre contrariedades à espera de acontecer. Agora temos que olhar para o futuro e começar a preparar a próxima etapa da temporada”, sublinhou o piloto da Sertã.









