A CE – Circuito Estoril, S.A. vai ter uma nova administração. O novo conselho será presidido por Paulo Toste, único administrador executivo, e conta ainda com Vanda Marques Valadares como vogal não executiva e Pedro Ventura, atual vogal da Comissão Diretiva do Fundo de Resolução. A nova administração iniciará funções amanhã, 1 de setembro.
A notícia foi avançada pela Fobres Portugal e destaca a presença de Pedro Ventura, licenciado em Direito e especialista em Ciências Jurídico-Económicas, integra o Fundo de Resolução desde 2016, entidade que acompanhou alguns dos processos mais complexos da banca portuguesa nas últimas décadas, incluindo os dossiês do BES/Novo Banco e do Banif. Ao longo do seu percurso profissional, desempenhou ainda funções como subdiretor-geral do Tesouro e Finanças, administrador da PARPÚBLICA e presidente de uma sociedade gestora de capital de risco.
A nova administração terá como tarefas centrais gerir o processo de consulta ao mercado para a constituição de um direito de superfície sobre os terrenos do circuito, analisar diferentes cenários de exploração futura e assegurar a sustentabilidade financeira da infraestrutura. A experiência de Pedro Ventura em processos de reestruturação, governação pública e gestão de ativos é vista como um dos trunfos da nova equipa para enfrentar esta fase decisiva na história do Autódromo do Estoril, numa altura em que o futuro modelo de exploração da infraestrutura permanece em aberto.
O Circuito do Estoril atravessa um momento crucial, com o desinvestimento na infraestrutura a sentir-se de forma cada vez mais vincada. O maior exemplo é a ausência da cobertura da Bancada A, que se encontra atualmente encerrada. O circuito em si tem todas as condições e ainda recentemente recebeu um teste da Fórmula E onde os engenheiros ficaram agradavelmente surpreendidos com a qualidade do asfalto e com as condições da pista. Tudo o resto precisa urgentemente de ser repensado e requalificado. A pista perdeu o Grau 1 FIA, tendo passado para Grau2.
Em 2025, segundo a Forbes Portugal, o Circuito do Estoril registou um volume de negócios de 2,17 milhões de euros, acompanhado de um resultado líquido negativo de 594 mil euros, enfrentando ainda desafios relacionados com investimento, ocupação, licenciamento e valorização do ativo.










