Ricardo Porém e Nuno Sousa começaram da melhor forma a sua participação ao volante do Kaizen S1, vencendo a primeira etapa e assegurando uma vantagem de 3m21s sobre a concorrência mais direta. No segundo dia, a dupla portuguesa consolidou a liderança entre os Challenger, mas uma sucessão de problemas nas etapas seguintes acabaria por deitar por terra as aspirações a um grande resultado. “Não é definitivamente a nossa corrida”, admitiu Ricardo Porém, depois de ver a quarta etapa pôr um ponto final nas esperanças de discutir a vitória.
Ritmo forte travado por falha elétrica
Apesar dos contratempos, Porém sublinha que a equipa nunca deixou de atacar. “Apesar dos problemas, não tínhamos baixado os braços, arranquei com vontade de querer ganhar tempo. Pelos tempos que já vínhamos a fazer, éramos segundos, íamos bem, o ritmo era bom”, explicou o piloto, recordando que nos últimos quilómetros da especial tinha imposto “um ritmo ainda mais forte” para perceber onde se poderia posicionar no final do dia.
A recuperação em andamento foi interrompida de forma abrupta por um problema elétrico. “Já tínhamos passado vários carros, mas infelizmente não tivemos a sorte connosco. Um problema elétrico fez com que o carro se apagasse totalmente do nada. E nunca mais pegou, nunca mais o carro teve energia”, descreveu. Com os meios disponíveis a bordo, a dupla não conseguiu restabelecer o funcionamento do Kaizen S1, vendo a corrida terminar ali: “Com os meios que temos a bordo, não conseguimos resolver, portanto, acabou assim.”
Kaizen S1 mostra potencial apesar do desfecho
Apesar do desfecho amargo, Porém destaca o valor do projeto Kaizen S1 e a competitividade demonstrada ao longo das primeiras etapas. “O Kaizen demonstrou um grande potencial, isto são percalços que acontecem durante o desenvolvimento, mas conseguimos lutar de igual para igual com os melhores”, afirmou o piloto, que já tinha mostrado a rapidez do protótipo com o triunfo na primeira especial.
O português assume também a sua quota de responsabilidade, ao reconhecer erros cometidos na véspera que penalizaram a classificação. “Se não fossem alguns erros que cometi ontem, que nos fizeram atrasar muito, estávamos sem dúvida na discussão da vitória da corrida”, concluiu. Fica a frustração pelo abandono, mas também a indicação clara de que o Kaizen S1 tem andamento para lutar pelos lugares cimeiros na categoria Challenger nas próximas provas.












