Quem conhecia a configuração da primeira etapa do Dakar já sabia que não era uma especial propícia para os buggy darem nas vistas, já que se tratava essencialmente de longas retas entrecortadas por ganchos de 90 graus, sem grande pilotagem, onde o fundamental era manter o ‘pé cravado’ e estar atento às travagens para os ganchos. Não sendo os mais rápidos em termos de velocidade de ponta, nem sequer tendo o mau piso para poder beneficiar das suas fantásticas suspensões, os três Peugeot não fizeram nada de especial na sua aguardada estreia, mas a verdade é que o dia de amanhã é bem diferente, e aí certamente pode ficar-se com uma ideia bem mais concreta do que poderá ser este Dakar.
Portanto, para a Peugeot foi um regresso assim-assim, nem mau nem bom, com Carlos Sainz e Stéphane Peterhansel mesmo na parte final do top 10 e Cyril Despres 10 já a dez minutos atrás do líder, sem ter tido qualquer problema. Outro galo cantará nos próximos dias com outros terrenos, se bem que amanhã há ainda muito quilómetro estilo WRC, pelo que não será ainda aí. De qualquer forma, se os primeiros 138 km terão muita pedra e sinuosos, logo a seguir há 50 km de areia, e depois mais de 300 planos e rápidos, mesmo ao estilo dos buggy, e também com alguma areia pelo meio. Muito provavelmente, amanhã, a classificação já será bem diferente e aí sim, dá para tirar outras conclusões relativamente aos Peugeot. E para quem tanto falava da fiabilidade, quem já deverá ter ficado afastado da vitória é Nani Roma, que neste momento não se sabe se continua em prova. Caso prossiga, não se livra duma valente penalização de várias horas…











