Pedro Velosa fez uma pequena interrupção na sua ‘vida’ de navegador e participou de moto no Sealine Rally do Qatar, uma prova da Taça do Mundo com todas as dificuldades que isso encerra. Fê-lo como preparação para futuros Dakar, pois a experiência e leitura do terreno de um motard é bem diferente dos automóveis. E aprende-se sempre qualquer coisa. A prova teve uma grave acidente e Velosa foi testemunha que o desporto automóvel é uma grande paixão, mas por vezes muito amarga. Eis a sua crónica da prova:
“Participar numa prova como esta só me podia deixar feliz e satisfeito. Sou um apaixonado pelo todo-terreno, pela navegação e esta aventura é mais um passo dado rumo à concretização de um sonho. O resultado era pouco importante, até porque o objetivo principal, para além de terminar, era treinar a navegação tendo em vista futuras e eventuais participações no Dakar.”
“Entrei na prova sem compromissos ou pressões o que facilitou de algum modo a minha tarefa. Não foi uma corrida fácil, não só pela longa extensão e dureza do percurso mas também pelas temperaturas muito altas que se faziam sentir.”
“Logo no primeiro dia, parei para socorrer um grave acidente do Jurgen Damen. Fiquei até o helicóptero chegar e quando saí de lá, sabia da gravidade da situação. Psicologicamente é muito difícil abandonar aquele local depois do que vimos mas fico sempre com a sensação que a o falecimento ocorreu enquanto o navegador fazia o que mais gostava, acabando a sua vida a fazer algo que o fazia feliz.”
“A organização do Sealine Rally do Qatar foi extraordinária e fez um excelente trabalho em todos os aspetos. Sentimos que a segurança era uma das suas principais preocupações e quando assim é só podemos dar os parabéns.”
“Chegar ao final foi a concretização de mais um sonho, a concretização do objetivo. Agora, como qualquer piloto ou navegador que vive verdadeiramente o todo-terreno já só penso em nova oportunidade para guiar, navegar e divertir-me. Gosto disto!”









