Pedro Bianchi Prata conseguiu in-extremis assegurar o mínimos dos apoios para rumar ao Dakar, depois de ter vendido a sua moto de treinos e recebido alguns apoios fruto da campanha que despoletou na sequência da falha dos patrocinadores, que já muito tarde entenderam não renovar os seus apoios. Dessa forma e já com todo o material a caminho da América do Sul, o piloto arriscou a não participação mas neste momento já está a caminho da América do Sul:
“Tivemos algum apoio por parte dos nosso adeptos e amigos, mas tudo sucedeu muito devagar e por isso vendi a moto de treinos. Agora quando lá chegar vou fazer os pagamentos que faltam para arrancar para a prova.”, referiu o piloto que desde 2007 participa no Dakar: “a minha equipa levou o Hélder Rodrigues a fazer nosso primeiro Dakar. No ano seguinte participei pela primeira vez como piloto, e numa das etapas cedi-lhe uma roda e ele terminou a prova num histórico quinto lugar. Em 2009 fiz a estreia mundial da BMW G450X no Dakar, e terminei em 30º. Em 2010 tive Paulo Gonçalves na equipa e andámos várias etapas no pódio. Fiquei novamente em 30º mas já em 2011 vencemos uma etapa com o Paulo. Fiquei novamente em 30º. O ano passado estreei a Husqvarna TE 449 de série que teve problemas de juventude. Fiquei em 42º. Este ano, o primeiro objetivo é estar presente, e depois passa por conseguir um lugar entre os 15 primeiros e provar que uma equipa privada que desenvolve as suas próprias motos com ajuda de empresas nacionais, pode fazer um bom resultado na prova mais dura do mundo, e mostrar que não é preciso ter uma moto de milhares de euros para TT.”, concluiu.










