Krzysztof Holowczyc foi este fim de semana um dos premiados na Gala da FIA em Paris. O piloto polaco, que venceu a Taça do Mundo de TT assegurou em Portugal a sua primeira Taça do Mundo de TT, mas não esconde que o seu grande desejo é uma vitória no Dakar. Oriundo dos ralis, explicou as diferenças entre as modalidades e falou também da evolução dos ralis.
Como um piloto de ralis se adapta ao TT?
“Não é fácil! Agora já tenho cinco anos de TT, mas o choque inicial foi forte. Estava habituado a ter notas detalhdas dos percursos, e no início chegava a ser desesperante saber que se pode andar mais depressa e não poder, pois não se sabe o que surge a seguir. E as dunas? Era um martírio ao princípio.
O que muda em termos de pilotagem?
Durante a minha carrreira mudei a técnica de pilotagem três vezes, tendo em conta o tipo de carros. Com o Toyota Celica 4WD andava sempre de lado, o carro não parava quieto mas era divertido. Depois com o Subaru Impreza WRC as coisas evoluiram um pouco, mas não tem sequer comparação em termos de prestações com os carros atuais, quer dos ralis ou do TT. Quando guiei o Ford Focus WRC na Polónia em 2009, onde fui sexto, fiquei espantado com a eficiência das suspensões. O carro parecia andar em carris. O mesmo sucede com o Fiesta S2000 que guiei no recente Rali da Polónia, já que têm um curso de suspensão semelhante ao MINI All4 Racing. É incrível o que os carros de ralis podem fazer hoje em dia. Mas continuo a achar que falta o espectáculo!”
Experiência é muito importante no TT?
“No todo-o-terreno sem dúvida, mas nos ralis hoje em dia é muito difícil acompanhar os jovens lobos. São rápidos como o raio! E cada vez surgem mais cedo. É verdade que tenho 51 anos, mas nos ralis a experiência já me vale de muito. Por exemplo no recente Rali da Polónia (ndr – prova do ERC que o polaco participou) ainda era possível fazer alguma diferença nas zonas rápidas devido ao piso escorregadio, mas quando entrava em zonas mais sinuosas, já não os conseguia acompanhar.”











