Tendo em conta a situação delicada gerada pela anulação do Lisboa-Dakar, e após as duas entidades terem reunido no sentido de contabilizar os prejuízos económicos decorrentes da não realização da prova, o futuro da organização franco-portuguesa estará, inevitavelmente, no topo das discussões.
Para já, e depois de ter referido que «é prematuro avançar com cenários, porque ainda está tudo em aberto.», ontem, em declarações à Lusa, Lagos garantiu que vai apresentar a factura dos prejuízos resultantes da anulação da prova à ASO, mas pretende que a esta volte a sair de Lisboa: «Se depender de mim, gostava que o que está contratualizado fosse cumprido, a não ser que haja uma guerra atómica no Magrebe.», mas quando confrontado sobre a possibilidade da vontade da organização francesa poder mudar o local de partida, Lagos admitiu que, como todos os casamentos, pode haver divórcio: «Pode suceder, mas teria de haver compensações.»












