Na etapa em que foi o primeiro concorrente auto/camião a partir depois da vitória absoluta conquistada na especial anterior, a piloto do Team Oleoban/MAN Portugal voltou a ter pela frente algumas dificuldades para superar os troços de areia muito mole na qual o seu MAN TGS se enterrou e do qual demorou quase uma hora a sair. Mesmo assim a classificação geral não se alterou já que a piloto recuperou parte do tempo perdido até ao final da etapa, que contava com algumas pistas bastante rápidas onde a piloto portuguesa já mostrou estar particularmente à vontade.
“Estou muito satisfeita com tudo o que consegui alcançar neste Africa Eco Race no plano desportivo e acima de tudo pelo facto de a equipa ter mostrado que atingiu um excelente patamar competitivo. Na navegação, na condução e na mecânica, a equipa esteve muito bem e só nos resta agora rever alguns aspetos, perfeitamente identificados e que implicam alterar profundamente algumas componentes estruturais do nosso MAN TGS, para podermos ambicionar ir ainda mais longe”, referiu Elisabete Jacinto à chegada a Nouakchott, capital da Mauritânia, onde terminou o oitavo setor seletivo do rali.
Nos Autos, e tal como se adivinhava já algum tempo, Jean-Louis Schlesser levou a melhor com o seu Buggy, vencendo a prova com quase três horas de vantagem sobre Tomas Tomecek.
A caravana do Africa Eco Race seguiu depois para Kebemar, já no Senegal, onde está instalado o derradeiro bivouac da prova. Amanhã, terá lugar a ligação para Dakar e uma especial cronometrada em volta do mítico Lac Rose, mas que já não conta para a classificação final da prova, permitindo também a participação de todos aqueles que, por algum motivo, foram forçados a abandonar a corrida, mas têm as suas máquinas ainda operacionais.












