O piloto Jourdan Serderidis foi forçado a abandonar o Rali Dakar 2026 durante a terceira etapa, na sequência de um grave acidente que danificou irremediavelmente o seu Ford Raptor T1+. Apesar do incidente espetacular, tanto Serderidis como o seu navegador, Grégoire Munster, saíram ilesos.
O infortúnio ocorreu durante a especial da terceira etapa, quando um braço de direção do Ford Raptor T1+ de Serderidis partiu-se. Esta falha mecânica levou à perda de controlo da viatura, que acabou por capotar várias vezes.
Consequências e abandono
Embora o piloto e o seu navegador tenham escapado ilesos, os danos estruturais na roll bar do Ford da M-Sport foram considerados terminais, impossibilitando a continuação da dupla na prova. Após o incidente, Serderidis e Munster demoraram cerca de 13 horas a regressar ao acampamento (bivouac), tendo sido obrigados a passar a noite no deserto. Este abandono, que se deu precisamente antes da etapa maratona, marcou o fim da participação do piloto grego na edição deste ano do Dakar.
Desempenho e preparação
A prestação de Serderidis até ao momento do acidente tinha sido irregular. Começou com um 40º lugar no prólogo, melhorou para 33º na primeira etapa, mas caiu para 69º na segunda. O piloto tinha expressado o desejo de terminar o Dakar, que descreve como “a corrida mais difícil do mundo”. A sua preparação incluiu a participação em provas do W2RC, nomeadamente em Portugal e Marrocos, para além da Baja Aragón em Espanha.
Apesar da preparação intensiva, a realidade do Dakar revelou-se um desafio superior às expectativas. Serderidis já havia antecipado algumas das dificuldades no Rali de Marrocos, onde afirmou: “Não foi o desempenho que esperávamos, mas foi outra boa experiência. Agora, só pensamos no Dakar”. No entanto, a dureza do Dakar é incomparável, “mordendo” muito mais do que as outras provas, talvez mais do que todas elas juntas, como o próprio reconheceu.












