A Toyota Gazoo Racing South Africa enfrentou um dos dias mais exigentes do Rali Dakar 2026 até ao momento, com a Etapa 4 a assinalar a primeira parte da etapa maratona, que ligou AlUla ao Bivaque da Maratona. Esta especial de 452 quilómetros, impôs um forte desafio aos concorrentes, com predominância de trilhos rochosos que exigiram uma gestão exímia dos pneus e uma considerável cautela mecânica. Sem assistência externa permitida durante a noite, as equipas foram forçadas a equilibrar o ritmo com a preservação dos veículos, à medida que o desafio da maratona do Dakar ganhava contornos.

Saood Variawa Lidera TGRSA apesar dos contratempos
Saood Variawa e Francois Cazalet, com o carro #213, foram a dupla da TGRSA com melhor desempenho na Etapa 4. Após uma fase inicial promissora, o seu progresso foi comprometido por múltiplos furos numa secção rochosa a meio da etapa. Esta situação obrigou-os a adotar uma abordagem mais cautelosa no longo percurso até à meta. Apesar dos contratempos, a dupla conseguiu terminar a etapa na nona posição. Variawa comentou que o dia “não foi o melhor”, mas que conseguiram “ultrapassar muitos concorrentes no início”. Após os furos nas secções rochosas, tiveram de ser “bastante cautelosos” nos quilómetros restantes. Mesmo com os desafios, Variawa e Cazalet mantêm a sexta posição na classificação geral após esta etapa, consolidando a sua presença na primeira semana do rali.

João Ferreira atingido por furos precoces
Para a dupla portuguesa João Ferreira e Filipe Palmeiro, a bordo do #240, a Etapa 4 revelou-se mais um dia frustrante. Dois furos ocorridos numa fase inicial da etapa obrigaram-nos a reduzir drasticamente o ritmo para conseguir chegar ao bivaque da maratona. Terminaram a etapa na décima sétima posição. Ferreira expressou o seu descontentamento, referindo que “não foi um bom dia para nós novamente”, e que os furos iniciais os forçaram a “conduzir com muita cautela e muito devagar”. Palmeiro acrescentou que os furos ocorreram “por volta do quilómetro 100 e o segundo por volta do quilómetro 150”, levando a uma perda de tempo significativa nas secções rochosas, embora a segunda parte da etapa tenha permitido recuperar algum ritmo. Ferreira e Palmeiro ocupam agora a décima sétima posição na classificação geral, preparando-se para a segunda e decisiva parte da maratona.

Guy Botterill enfrenta problemas de navegação e penalização
Guy Botterill e Oriol Mena, no #218, tiveram um dia particularmente difícil na Etapa 4. Problemas de navegação durante o percurso resultaram na perda de um ponto de passagem (waypoint) e numa penalização de quinze minutos, o que agravou um dia já por si desafiante. A dupla terminou a etapa na trigésima sétima posição e ocupa agora a vigésima segunda posição na classificação geral, à entrada para a Etapa 5.

O desafio da Etapa 5: conclusão da Maratona
A atenção da TGRSA volta-se agora para a Etapa 5, que marcará a conclusão da etapa maratona. Este percurso exigente ligará o Bivaque da Maratona a Ha’il, consistindo numa especial de 371 quilómetros inserida num dia com um total de 427 quilómetros. A fiabilidade e a gestão dos pneus continuarão a ser cruciais, uma vez que a assistência externa permanece interdita. O principal objetivo para a TGRSA será conduzir os três carros GR Hilux IMT Evo em segurança até Ha’il, antes de redefinir a estratégia para as fases seguintes do Dakar 2026.

FOTOS Toyota Gazoo Racing South Africa












