Sébastien Loeb tem tido um Dakar muito atribulado. Até começou bem, com o segundo lugar na geral, apenas dez segundos da liderança do rali, mas na terrível Etapa 2, três furos levaram-nos a ter que esperar pelo companheiro de equipa, Orlando Terranova, que lhe cedeu um pneu para chegar ao fim. Com isso, perdeu hora e meia e é a essa distância que está da frente, apesar da vitória na etapa de hoje: “Tentámos pressionar muito nesta etapa, mas também fomos constantemente atacados a todo o momento. Perdemos a direção assistida a vinte quilómetros do fim, pelo que tivemos de terminar a etapa muito lentamente.
Não conseguia manter o carro nos ‘carris’. A certa altura, demos uma volta porque eu não conseguia virar o volante. Foi muito difícil terminar a etapa, mas no final ainda tivemos o melhor tempo, por isso é melhor do que nada”, disse Loeb num dia complicado mas com um prémio no fim. Mas na etapa 2, não foi nada assim: “Foi muito mau, não tive absolutamente prazer nenhum em guiar. Tivemos pedras durante 150 km na primeira parte da etapa, o que significa que estávamos a 10% da velocidade que podia ir. E mesmo assim, consegui furar várias vezes. Não foram rasgos de parede lateral dos pneus mas sim pequenos buracos na banda de rodagem, por isso não sei mais o que fazer. Estávamos tão seguros que não tiramos o carro da linha, mas se calhar o segredo era passar com mais velocidade, talvez mais depressa fosse melhor, pois alguns iam mais depressa nas pedras e mesmo assim tiveram menos problemas. É difícil, pois o carro é bom e com o trabalho que fizemos, mas se tivermos furos a 60 km/h é muito frustrante”, disse.












