Dakar: Quem são os favoritos nos autos?
Como sempre, apontar favoritos no Dakar é fácil, mas a prova costuma quase sempre de ‘tratar’ “baralhar e voltar a dar…” as coisas pelo que a única certeza numa prova destas é que independentemente dos andamentos, toda a gente vai ter dificuldades e é a amplitude dessas adversidades, contrariedades, que vai determinar quem ganha. Claro que o andamento tem importância, mas está longe de ser tudo. quem um exemplo? o ano passado Seth Quintero, nos SSV, vence 12 as 13 etapas e quem venceu a prova foi austin Jones. É assim mesmo o Dakar.
Seja como for, dificilmente o vencedor não sai do trio Toyota, BRX e Audi. A Mini tem um palmarés fantástico no Dakar, mas só este ano traz o seu novo T1 Plus, e com os pilotos que nomeou, só em condições muito especiais leva de vencida a prova.
Olhando para o que é o palmarés da prova na última década, é claramente a Mini que tem mais vitórias, seis face às duas da Peugeot e também duas da Toyota.
Se estreitarmos mais a análise, nos últimos quatro anos, só a Mini e a Toyota venceram o Dakar, duas cada. A BRX já conseguiu um segundo lugar no ano passado, deu luta pelo triunfo, mas ainda não está no nível de fiabilidade de rapidez da Toyota.
E se aprofundarmos um pouco na questão, verificamos que a Toyota tem sido consistente nas lutas da frente, mas só em 2019 se estreou a vencer. E teve que esperar mais três anos para vencer outra vez. A Mini ganhou em 2021, mas o ano passado ‘desapareceu’. Desde que Sven Quandt fundou a
Q Motorsport GmbH e se ligou à Audi, numa equipa que ‘roda’ em paralelo com a X-raid Team, não há milagres, a atenção, o foco, diluem-se.
Entre 2017 e 2019 a Peugeot venceu duas vezes e chegou a ‘meter’ os seus três carros no pódio em 2017, mas o programa terminou e o Dakar ficou órfão duma marca histórica no Dakar, pois continua a ser, depois da Mitsubishi, a segunda marca mais vitoriosa na grande maratona.
Portanto, este Dakar tem tudo para ser uma edição imprevisível. A Toyota nunca venceu duas vezes seguidas, a embora a Mini não tenha condições, em teoria, para o conseguir, a BRX está cada vez mais perto e a ‘gigante’ Audi olhou para tudo o que fez mal em 202, e corrigiu-o com um novo carro, o Audi RS Q e-tron E2. Recordamos que a Audi venceu quatro etapas e ‘meteu’ 14 equipas nos pódios nas 12 etapas da edição passada, e tinha um carro e tecnologia completamente novas.
Contudo, temos também que dizer que a Toyota e a BRX estreavam os T1+, carros que não podiam ainda dominar por completo em termos de conhecimento.
Este ano, tudo isso se esbate, a Audi traz um novo carro, que foi muito trabalhado durante o ano, pelo que se não for a principal favorita, certamente dará outro tipo de luta que a fiabilidade não permitiu o ano passado. Até porque quem tem Stéphane Peterhansel, Carlos Sainz e Mattias Ekstrom, só pode esperar boas coisas se o carro ajudar…
A Toyota tem em Nasser Al-Attiyah um tetra vencedor, e um grande líder da armada Toyota. Mas Giniel De Villiers e Yazeed Al-Rajhi são dois grandes ‘tenentes’. O nível a que chegou a equipa, uma Hilux T1+ ainda mais aprimorada são tudo trunfos, mas só quando a prova se ‘abrir’ se irá perceber melhor a correlação, que para já é teórica, de forças.
Quanto à BRX, é bem provável que esta edição esteja ainda mais forte, porque o ano passado teve que construir e desenvolver um carro novo, em cima do anterior que ainda estava em evolução. Portanto, este sendo o segundo ano com o novo carro, tudo leva a crer que serão mais competitivos, e tendo em conta que o ano passado, Sébastien Loeb colocou o carro no segundo lugar, o que sabemos do francês é que se o carro estiver ‘au point’ , ele faz o resto, pois no plantel não há nenhum piloto mais rápido e o que Loeb tinha a aprender do Dakar, já aprendeu.
Quanto à Mini, vai competir neste Dakar com dois novos John Cooper Works Plus na categoria T1+.Dizem querer ter uma palavra a dizer na luta pela vitória à geral mas com Kuba Przygonski e Sebastian Halpern isso parece pouco provável. Denis Krotov e khalid Al-Qassimi correm com os Mini John Cooper Works Buggy, mas como vários outros pilotos, são candidatos ao top 10 e nada mais do que isso.
Palmarés
1979 Genestier/Terblaut/Lemodant FRA RANGE ROVER
1980 Kotulinsky GER Luffelman GER VOLKSWAGEN
1981 Metge FRA Giroux FRA RANGE ROVER
1982 Marreau FRA Marreau FRA RENAULT
1983 Ickx BEL Brasseur FRA MERCEDES
1984 Metge FRA Lemoyne FRA PORSCHE 911
1985 Zaniroli FRA Da Silva FRA MITSUBISHI
1986 Metge FRA Lemoyne FRA PORSCHE 959
1987 Vatanen FIN Giroux FRA PEUGEOT 205
1988 Kankkunen FIN Piironen FIN PEUGEOT 205
1989 Vatanen FIN Berglund FIN PEUGEOT 405
1990 Vatanen FIN Berglund FIN PEUGEOT 405
1991 Vatanen FIN Berglund FIN CITROËN ZX
1992 Auriol FRA Monnet FRA MITSUBISHI
1993 Saby FRA Serieys FRA MITSUBISHI
1994 Lartigue FRA Périn FRA CITROËN ZX
1995 Lartigue FRA Périn FRA CITROËN ZX
1996 Lartigue FRA Périn FRA CITROËN ZX
1997 Shinozuka JPN Magne FRA MITSUBISHI
1998 Fontenay FRA Picard FRA MITSUBISHI
1999 Schlesser FRA Monnet FRA SCHLESSER
2000 Schlesser FRA Magne FRA SCHLESSER
2001 Kleinschmidt GER Schulz GER MITSUBISHI
2002 Masuoka JPN Maimon FRA MITSUBISHI
2003 Masuoka JPN Schulz GER MITSUBISHI
2004 Peterhansel FRA Cottret FRA MITSUBISHI
2005 Peterhansel FRA Cottret FRA MITSUBISHI
2006 Alphand FRA Picard FRA MITSUBISHI
2007 Peterhansel FRA Cottret FRA MITSUBISHI
2009 De Villiers RSA Von Zitzewitz GER VOLKSWAGEN
2010 Sainz ESP Cruz ESP VOLKSWAGEN
2011 Al-Attiyah QAT Gottschalk GER VOLKSWAGEN
2012 Peterhansel FRA Cottret FRA MINI X-RAID
2013 Peterhansel FRA Cottret FRA MINI X-RAID
2014 Roma ESP Périn FRA MINI X-RAID
2015 Al-Attiyah QAT Baumel FRA MINI X-RAID
2016 Peterhansel FRA Cottret FRA PEUGEOT
2017 Peterhansel FRA Cottret FRA PEUGEOT
2018 Sainz ESP Cruz ESP PEUGEOT
2019 Al-Attiyah QAT Baumel FRA TOYOTA
2020 Sainz ESP Cruz ESP MINI
2021 Peterhansel FRA Boulanger FR MINI
2022 Al-Attiyah QAT Baumel FRA Toyota
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