2022 foi um dos anos mais duros da Mercedes. Depois de oito anos com o título de construtores, a Mercedes perdeu a coroa, com uma entrada com o pé esquerdo na nova era. A nova filosofia aerodinâmica não trouxe os ganhos esperados e a Unidade Motriz sofreu com isso, como explicou Toto Wolff.
A questão do porpoising afetou muitas equipas no arranque da época 2022, especialmente a Mercedes, que foi das estruturas mais afetadas. Além de afetar o equilíbrio e o comportamento do carro em pista, também afetou a unidade motriz. Toto Wolff esclareceu que as oscilações provocavam danos à unidade germânica:
“Começamos a época com algumas oscilações na Unidade Motriz, não gostámos de certos aspetos da instalação ou do uso da Unidade”, disse Wolff. “Mesmo com o congelamento do motor, conseguimos aumentar o desempenho, lidar com o ambiente difícil de um carro que saltava e que estava a partir o seu motor e ainda assim tínhamos excelentes níveis de fiabilidade. O motor estava a ter um bom desempenho a meio da temporada e no final”.
A Mercedes assumiu claramente optar por um caminho diferente da Ferrari. Se os italianos apostaram na performance pura e depois adicionar a fiabilidade, a Mercedes optou pelo caminho oposto. A unidade Mercedes foi claramente a mais fiável mesmo com o porpoising que terá danificado algumas peças dos motores que, mesmo assim, não mostraram sinais de fragilidade. Foi assim um excelente teste para a Mercedes que conseguiu criar motores fortes.











