Como em todos os anos, há aspetos que parecem à partida positivos, outros nem tanto, mas só mesmo o desenrolar da prova traz luz aos assuntos…
MAIS
Mini X Toyota: É uma luta esperada, o Mini da X-Raid já vai para o terceiro ano, venceu o ano passado pelo que, sabendo-se que a Toyota Hilux melhora a cada ano que passa, tudo indica que será entre estes dois carros que se vai desenrolar a luta pelo triunfo neste Dakar. Para já, quando à Prodrive, é esperar para ver…
Prodrive: A chegada da Prodrive vai trazer competitividade à corrida, mas é para já uma incógnita o que podem conseguir Sébastien Loeb e Nani Roma, que vão estar totalmente dependentes da competitividade, e se calhar mais importante, a fiabilidade do BRX Extreme.
Ganhar numa primeira participação não é fácil, mas também não é impossível. O Dakar é demasiado imprevisível para se poder pensar numa surpresa.
O regresso de Loeb: O nove vezes vencedor do Mundial de ralis, Sébastien Loeb está de regresso ao Dakar com um carro novinho em folha. Loeb juntou-se à equipa do Bahrain Raid Xtreme e estará ao volante do seu novo BRX1, que tem tudo a provar. Loeb já disse que vem para não deixar a Mini e a Toyota a lutar sozinhas, mas também não podia dizer outra coisa.
Etapa maratona: este ano há dificuldade extra na etapa maratona, porque os concorrentes só levamos duas rodas sobressalentes e por cada nova roda sobressalente que receberem as penalizações são de 15 e 30 minutos, respetivamente.
Segurança reforçada: Foram tomadas medidas arrojadas em todas as categorias para aumentar a segurança dos concorrentes do Dakar.
Nas motos e quads, especialmente. Novidade para 2021 é a obrigação de todos os motociclistas e pilotos de quads terem que usar um casaco de airbag equipado com um cartucho pressurizado totalmente funcional. Também novo nas motos, há um limite de seis pneus traseiros para ser utilizados ao longo das 12 etapas do Dakar. Trabalhar na moto nos pontos de reabastecimento é agora proibido. Os pilotos das motos receberão agora também um aviso sonoro antes de atingirem secções mais perigosas do percurso. Todas estas medidas foram postas em prática com o objetivo de aumentar a segurança dos pilotos no Dakar.
Roabook digital: É uma medida positiva, mas tem ‘contra-indicações’. Agorao roadbook é um tablet. É mais difícil para os navegadores passarem uma folha para antecipar o que lá vem. Com o papel poderiam folheá-lo, mas no tablet há quebras de página, é mais lento, tem alguns atrasos, a luminosidade cansa mais os olhos, pode haver reflexos. Mas o primeiro contacto na Andaluzia foi positivo para a quase totalidade dos navegadores.”
MENOS
Luta somente a dois/três: Em princípio, só a Toyota e Mini lutam pelo triunfo. Em teoria, três carros, talvez a corrida dite outra coisa mas o mais provável é serem Carlos Sainz, Stéphane Peterhansel e Nasser al Attiyah. Nos últimos cinco anos, ocuparam, juntos nove das 15 posições do pódio no Dakar. Como ‘outsiders’, Sébastien Loeb, Nani Roma, Giniel de Villiers.
Bolhas: A Covid-19 tudo complica e até dentro das equipas maiores há divisões em bolhas o que cria alguns inconvenientes no seio das equipas. Com a pandemia as rotinas serão claramente diferentes…
Percurso: O ano passado houve muitas queixas relativamente à dificuldade do percurso, que era perigoso demais em alguns pontos especialmente para os homens das motos, numa situação que foi destacada por muitos, provavelmente, também marcados pela tragédia que sucedeu com a morte de Paulo Gonçalves. A segunda semana do ano passado foi perigosa, muito rápida, mas a organização ouviu e terá aprendido para este ano e a palavra segurança é a que mais se ouve quando se fala do percurso.
Fecho das fronteiras na Arábia Saudita: Assustou, mas depressa a ASO e os sauditas todos tranquilizaram com medidas rápidas e eficientes. Toda a caravana teve de fazer testes PCR depois de uma quarentena de 48 horas no hotel, fazem outro teste PCR antes da partida e durante a corrida serão testados aleatoriamente. Até isto pode ter interferência na classificação.











