Hélder Rodrigues e Gonçalo Reis (BRP South Racing Can-Am) terminaram o Dakar no 27º lugar do T3. Desde a etapa 4 quando caíram para a as últimas posições, encetaram uma boa recuperação, com algum sobe e desce, pelo meio. A classificação ficou longe do esperado, pois logo no arranque da prova estiveram muito azarados: “começámos focados em não perder muito tempo e estarmos sempre perto dos primeiros, mas na etapa 2 furamos dois pneus, parti uma barra estabilizadora e com isso perdi muito tempo. No dia seguinte ficámos atascados uma vez numa zona com muita lama. No dia seguinte fiquei sem combustível e fiquei várias horas no deserto à espera de ajuda” começou por dizer. A falta de potência no seu Can Am era notória e o problema demorou a resolver-se. Num dos dois um terceiro lugar entre os T3, o melhor resultado do piloto português nesta sua estreia na competição auto do Dakar: “Estou muito satisfeito. Fiz pódio e consegui o meu melhor resultado neste Dakar. Foi uma bela etapa de dunas. Já não fazia dunas assim há muito tempo. De resto a primeira semana foi complicada. Tínhamos um problema no carro que denotava falta de potência, mas felizmente isso já está resolvido”, disse, numa altura em que as coisas melhoravam a olhos vistos. Mas os azares não ficaram por aqui e um problema mecânico voltou a atrasar Hélder Rodrigues na 11ª etapa: “no último dia liderávamos a até 30 km do final.
O Gonçalo encontrou o waypoint facilmente, mas eu segui o CAP mal e perdemos tempo. Faltam-nos mais ralis para estarmos ao mais alto nível. Foram cinco anos sem competição, há oito meses eu era Sport Manager na Honda e o Gonçalo era piloto. Acho que estamos no bom caminho! O trabalho continua! Muito obrigado aos mecânicos, João e Igor e a todo o team”, disse.










