A primeira parte da etapa maratona do Dakar revelou-se particularmente exigente para grande parte do pelotão, num dia marcado por dificuldades acrescidas e perdas de tempo significativas.
Apesar de condicionado pela posição de partida, que impediu a imposição de um ritmo mais competitivo, João Ferreira conseguiu uma prestação sólida e sem erros de maior. O piloto português terminou a etapa na 17.ª posição, resultado que replica igualmente na classificação geral.
Este desfecho permite-lhe encarar a segunda metade da etapa maratona a partir de uma posição mais favorável, abrindo a possibilidade de aumentar o andamento e tentar aproximar-se dos lugares cimeiros da tabela, numa fase decisiva da prova.
“A posição de partida acabou por condicionar bastante o que era possível fazer hoje. Apanhámos tráfego desde cedo e, nestas condições, não havia grande margem para arriscar mais sem comprometer o essencial. Demos o nosso melhor dentro do contexto que a etapa nos apresentou e a prioridade passou por evitar situações que pudessem ter consequências mais sérias, como aconteceu a pilotos de referência, incluindo o vencedor do Dakar 2025”, começou por destacar o piloto da Repsol Portugal antes de relembrar que: “O Dakar está longe de ser um sprint. Olhando para a classificação e para o tempo para a frente da corrida, pode parecer que estamos numa posição delicada, mas esta é uma prova que se constrói ao longo de muitos dias, com fases muito distintas. A consistência, a gestão e a capacidade de chegar ao fim continuam a ser determinantes, e só no final é que se fazem verdadeiramente as contas.”











