Depois de muito vencer nas motos, Cyril Després tarda em colocar-se na calha para poder fazer o mesmo nos autos. Já alcançou um pódio o ano passado, venceu em 2017 o Rali Rota da Seda depois de Peterhansel e Loeb terem tido problemas, mas ainda lhe falta qualquer coisa para se poder bater pelo triunfo numa prova como o Dakar. Mesmo tendo o melhor carro do plantel, ou o mais equilibrado, se preferir.
Cyril Despres e David Castera foram os primeiros a vencer uma etapa para a Peugeot este ano, a segunda, mas infelizmente, as ambições dos dois ex-pilotos de motos foram por desfeitas por uma pedra saída da estrada ao km 180 da ES4.
Este incidente destruiu a suspensão traseira do lado direito do carro, deixando a equipa parada no seu caminho. Com a ajuda do camião de assistência do Team Peugeot, a dupla conseguiu continuar em prova, mas com um grande atraso. A partir daí, ‘mochileiros’ de luxo. Despres e Castera dedicaram-se inteiramente a ajudar os seus colegas de equipa, sem deixar de rubricar bons tempos cronometrados nas etapas, sempre que as oportunidades surgiram (como nas ES8 e ES11). Em resultado da sua penalização de 29 horas, Cyril Despres e David Castera classificaram-se bem mais para trás, uma posição que não é representativa do seu verdadeiro nível de performance: “Este Dakar começou bem para nós, pois vencemos a segunda etapa. Mas, infelizmente, o problema que tivemos na ES4 comprometeu totalmente o nosso rali. A partir daí, tudo o que fizemos foi prestar ajuda aos nossos colegas de equipa, portanto, não conseguimos mostrar aquilo de que somos capazes. Contudo, o mais importante, foi não cometer erros a conseguir estar no local certo, caso o Carlos ou o Stéphane tivessem problemas. Obviamente que foi um rali frustrante para o David e para mim, mas, por outro lado, ainda estamos no princípio da nossa carreira nos automóveis. Acumulámos muita experiência no Dakar deste ano e isso é extremamente positivo”, disse.











